18 outubro 2007

2.º dia - PONTE DE LIMA A PONVEDRA



84,70km - 08h52m (tempo percurso) - 05h04m (pedalar) - 16,86kh/h

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---Depois de uma noite mal dormida e um pequeno-almoço aceitável na pensão, iniciamos mais uma jornada, agora sem a presença do nosso amigo sempre animado Marito, que por essa hora já devia ir a caminho de Praga.



---Saímos da pensão pelas 09h00 e quinhentos metros depois já estávamos metidos no meio da lama. .



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---Ainda mal tínhamos aquecido e os problemas teimavam em continuar: o Litos, que ainda seguia em single-speed, já que não foi possível montar o desviador, quis complicar ainda mais a tarefa, partindo o encaixe da sapatilha, ficando com o pé preso no patim.

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---Desta feita, e como já vínhamos escaldados da perda de tempo por causa das avarias, deixamos os trilhos no mato e seguimos pela estrada nacional a partir da localidade de S. Bento da Porta Aberta (Paredes de Coura), onde foi feito o primeiro reabastecimento líquido e o necessário carimbo.

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---Daqui para a frente, até entrar em Valença, como era sempre a descer, era ver quem levantava vôo “sem dar aos pedais”, tal era a velocidade. Nesta técnica, o Dr. Zé, com o seu corpo aerodinâmico (o mais pesado) levou a melhor ou então foi da GT (que devia ter gasolina de 100 octanas).
---Ainda bem que não era TDI, caso contrário, tinha sido fotografado pelo radar da GNR, em excesso de velocidade.No final da longa descida, lá se encontrou um garageiro que montou o desviador na bicla do Litos “Compostela”.
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---Entrada no centro histórico de Valença, pelas 11h00, com 23km percorridos.


---Tentamos encontrar uma loja de bicicletas para o Litos comprar uns sapatos novos, mas a única que existia estava fechada.




---No interior da fortaleza, o Vitinho fez birra, pois queria comer uma sande quente e lá acabamos por ser chulados na esplanada principal, ao lado dos turistas espanhóis, mas as sandes caíram bem juntamente com as cervejinhas.










---Uma hora e tal depois lá conseguimos atravessar a ponte internacional Valença/Tui e, pela primeira vez, atravessamos a fronteira em veículo de duas rodas, movidos pela força das nossas pernas.




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---Espanha: 12h15, com 27km e mais uma ida a uma loja de bicicletas, mas sem sapatos adequados para os encaixes do Litos.


---Seguimos então para a Catedral Fortaleza de Santa Maria de Tui, situada no ponto mais alto da cidade, acessível por uma rampa assustadora, por entre o casario, a que nenhum de nós cedeu.



---Agora já não seguíamos as tradicionais setas amarelas, mas uma vieira amarela, uma espécie de concha, num azulejo de fundo azul, posicionada de acordo com o sentido da marcha a seguir, colocada em marcos de pedra com a distância quilométrica em falta até à Catedral de Santiago ou, noutros casos, apenas o mesmo azulejo colado em paredes e muros, especialmente nas cidades.



---O tempo apenas deu para o carimbo e para as tradicionais fotos frente à entrada da Catedral e siga para bingo, ou, neste caso, para Pontevedra.

---Os quilómetros seguintes foram percorridos entre estrada e trilho de terra, mas a paisagem natural perdeu um pouco a beleza, comparado com as paisagens do Minho.


---Depois de um mau começo, eis que entramos num belo parque que nos levou a Ponte das Febres, devidamente coberta com um tapete de madeira que a protege do desgaste, onde o Vitokourov não perdeu tempo, tomando mais um banhinho.

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---Reza a lenda que, neste local, S. Telmo, em peregrinação a Santiago de Compostela, terá ficado enfermo, com febres que o obrigaram a regressar, tendo mesmo falecido pouco tempo depois. Isto só para acrescentar um pouco de história a este relato…

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---A próxima localidade foi Porrino, onde passamos sempre a abrir. Só o Jorge, no meio da correria, descobriu o monumento monolítico dedicado ao peregrino, o marco milenário romano da via militar XIX Braga – Astorga e o relógio de sol.



---O grupo ia num ritmo tão alucinante, que nem uma rampa de 300 metros com inclinação acima de 15% os assustou. Era vê-los a “sprintar” rampa acima em direcção ao prémio de montanha. Sem surpresas, o prémio foi para o PRO Luís Armstrong, logo seguido do Vitokourov e do doutor, que também sobe bem, dando a ideia que a vantagem não é da GT, mas dos treinos tri-diários.


---Em Redondela, estivemos à espera que a sesta dos espanhóis terminasse, para abrirem as lojas (tienda) pelas 17h00, para repara uma avaria numa bike e para o Litos comprar uns sapatos. Enquanto alguns esperavam, outros estiveram a encher as ventas de cerveja num tasco onde fomos bem recebidos e servidos numa esplanada debaixo de uma vinha.


---Depois de tanto tempo parados, lá voltou a custar pegar nas “bikes” e foi necessário perguntar pelo caminho, porque a concha estava escondida.

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---Antes da descida para a localidade de Pontesampayo, que se faz por um estradão de terra batida, era possível ver, a poente, a ria de Vigo e, apesar de ser mais um cenário de fundo magnifico para uma fotografia, já íamos outra vez tão atrasados, que só paramos na ponte (74km-19h30), pelo que… nada de foto!









Depois, seguimos por uma subida de alcatrão com inclinação acentuada, mas engraçada: passava por uma ruela estreita, com casas de ambos os lados, e desembocou num “single-track” em pedra, tipo calçada romana, obrigando a desmontar das biclas.









E assim continuamos por mais dois vales rodeados de mato, até chegar a Pontevedera, pelas 20h25, com 84km e 5h00 a pedalar.


---Fizemos uma paragem no primeiro tasco com esplanada para mais uma cervejinha, desconhecendo que a pensão ficava após a curva seguinte.
---Assim que chegamos, lá estavam os nossos amigos Zé Lopes e Mendes à nossa
espera na esplanada em frente da pensão, que, por sinal, era muito fraquinha.
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Depois da distribuição dos quartos, do banhinho e do estacionamento das biclas no hall de entrada da pensão (“um quarto fechado e seguro”, segundo a proprietária da pensão!), fomos comer.
---Apesar do adiantado da hora o Gigantones, o Vitokourov, o Litos Compostela e os reformados do apoio foram dar uma pequena volta pela cidade e brindar por mais um dia terminado sem grandes incidentes.




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