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13 junho 2012

GO 120 - INSANOS



No dia 26 de Maio de 2012 aceitamos o convite dos amigos da Seara trilhos de Ponte de Lima e fomos para o veredito final do Go 120.




Desta feita e contrariamente ao ano passado em que estiveram presentes 7 ecobikers, este ano só 3 é que aceitaram o convite e decidiram enfrentar o desafio, nomeadamente:

eu, Leandro Costa, 





Helder Coelho


 e Luis Correia,



estreante em eventos dos amigos da Seara Trilhos.

A espectativa era grande em virtude de no ano transato ter sido um dia épico apesar de o percurso não ter sido concluído na sua totalidade em virtude das condições climatéricas serem muito adversas.

Este ano a distância era semelhante ou seja 120 km +\- com aproximadamente 3200  D+ acumulado e dificuldade fisica “elevada”.

A partida estava agendada para as 08H00, já chegamos depois da hora foi tempo para levantar os dorsais na seara trilho e depois colocar a viatura no local onde seriam os banhos para facilitar toda a logística no final.

Por volta das 08H40 lá arrancamos, primeiros km como tem sido habitual e para aquecer os músculos e a mente foram feitos pela ciclovia foram cerca de 11 km feitos tranquilamente.

Depois desta pequena oferta começava a dureza propriamente dita a primeira verdadeira ascensão do dia e a maior eram sensivelmente 12 km sempre a subir sem nenhum plano, com um desnível acumulado de cerca de 850m D+.





Subimos desde a cota 16 até á cota 831, com inclinações pelo meio a rondar os 20 %  subida esta que nos havia de levar até ao corno do bico. 

È claro que pelo meio e como já vem sendo habitual no Go 120 fomos brindados com a respetiva chuva, mas em relação á chuva o pior ainda estava para chegar. 


Depois disto e como o pessoal da Seara trilhos é amigo uns km a descer e a chuva a começar a aumentar, quando chove naquela zona é mesmo a sério, chuva grossa e fria.

Entramos num local que já tínhamos passado no ano transato, apesar que este ano fizemos menos km no interior de uma floresta toda verdejante em que só faltavam os duendes porque os cogumelos já lá estavam.
É um local fantástico sem duvida com as arvores a servirem de abrigo a quem entra no interior da floresta os cheiros as cores e fantásticos single track’s a serpentear as arvores e as raízes, é claro que tivemos que parar apara a fotografia da praxe este local ficou batizado por nós como floresta mágica.

Uns km mais á frente tínhamos a tenda da Seara Trilhos à nossa espera para o primeiro abastecimento, agua, fruta e abrigo e simpatia não faltava nada.

Descanso merecido depois de alguns km em plano, iniciamos novamente mais uma ascensão, no final da segunda ascensão e aproveitando uma aberta no tempo aproveitamos para degustar as iguarias que trazíamos nas mochilas e desta forma fazer a paragem mais prolongada do dia para retemperar as forças e repor os valores energéticos do organismo.

Paragem feita estrategicamente pois neste momento já se começava a sentir nas pernas os km feitos, mas ainda mais os feitos a subir porque já contávamos com cerca de 1400m D+.
Terceira ascensão do dia que nos haveria de conduzir até às Eólicas, vista imponente do alto, obstáculo ultrapassado com distinção.

Iniciamos de seguida mais uma decida, descida esta a meu ver a mais rápida e espetacular de todo o percurso, no entanto também das mais perigosas visto que a mesma é feita em gravilha solta, mais uns km no sobe e desce e segunda paragem num café das redondezas para uma Coca-cola e umas barras energéticas.
Depois e antes de iniciar a quarta ascensão que nos conduziria para a descida que antecedia a entrada no sobe e desce final que nos havia de guiar novamente até Ponte de Lima.


Segundo abastecimento dos companheiros da Seara Trilhos, paragem rápida e segue caminho para não perder o ritmo mais uns km a subir e despois disso descida rápida até Estorãos.
Passagem junto á carreira de tiro do MAI, e entramos num estradão em terra que circunda todo o monte num constante sobe e desce.

Aqui tinha chegado a reta final nas dificuldades, apesar da pendente inclinação não ser muito vincada, os km acumulados nas pernas já se faziam sentir, desta forma essa parte final foi feita a ritmo moderado até porque não tínhamos pressa em chegar ao destino.

Depois de ultrapassado essa dificuldade final entramos na ultima descida que nos conduziu até ao ponto de partida.
Resumos:
- 08H10 a pedalar; 
- 10H00 no total para completar os 119 km;
- +/- 3200m D+;
Trilhos fantásticos, como já bem sendo habito, muito bem escolhidos e sempre clicáveis.
Paisagens muito verdejantes, isto sim é o BTT no seu estado mais puro e embrionário, nada de confusões nem atropelamentos, isto sim é o BTT de que tanto gosto.

Para uma organização a custo zero, dois abastecimentos com fruta e agua e simpatia, juntando os trilhos de qualidade (e dificuldade elevada), fizeram na minha opinião um trabalho fantástico.


Enquanto existir pessoal com esta competência e bom gosto para organizar eventos deste género como tem sido habitual participar este ano, tanto com a Seara trilhos bem como nas diferentes organizações do NGPS;
eu vou continuar a apostar neste tipo de eventos e não em maratonas massificadas de BTT.


Palavra para os companheiros que me acompanharam, para começar estão em boa forma fisica o que é de assinalar, depois obrigado pelo companheirismo, é um prazer poder partilhar estes momentos convosco e venha o próximo evento.

Leandro Costa
Ecobike - Porto


27 fevereiro 2012

ATAQUE AO SARRABULHO




Eu (Mingos) e o Monteiro, respondemos ao apelo do kiko de fazermos um treino diferente durante a semana e combinamos uma missão: ataque ao arroz de sarrabulho.


Decidimos então ir á Ecovia de Ponte de Lima, onde o ECOBIKEorganizou alguns passeios para amigos, em que infelizmente não consegui participar.


Partimos por volta das 08H30, o que se revelou uma má ideia, uma vez que era dia de greve nos transportes públicos o que nos fez atrasar um pouco.


No entanto como era para ser um dia sem stress, não nos preocupamos com isso.


As belas paisagens e o famoso arroz de sarrabulho continuavam lá á nossa espera.

Chegamos á Escola de Seara, local onde iniciamos o passeio, por volta das 10h00.

Foi escolhido este sítio pois era onde íamos tomar banho no final do percurso.

Em Ponte de Lima o Monteiro estava a ver se levava uma cornada, mas o pobre animal, cansado, de estar ali á tanto tempo nem se chateou com ele.


Enquanto isso o nosso amigo kiko tentou arranjar companhia para ir ás compras, mas a crise também lhe bateu á porta e veio com o cesto vazio!!


Restou-nos apenas a opção de posar para mais uma bela foto em grupo.


E mais outra, em que pude verificar que são pequeninas mas tesinhas, como diz o nosso amigo couto. Loool


O percurso era de dificuldade elevada, com bastante inclinações e curvas muito, muito apertadas.




E claro essa dificuldade, fez os seus estragos e o que os montes de Valongo não conseguem fazer ao Monteiro, uma simples Ecovia tratou disso. Loool


Problema resolvido, continuamos o nosso passeio sem mais nenhum furo ou avaria, ideal para pedalar e desfrutar o momento e o local e tirar algumas fotos.


Conseguimos fotografar uma espécie rara de BTTista Sniper, camuflado com loureiro…só faltava mesmo era o vinho tinto e o alho para ficar melhor temperado.


Chegamos a Ponte da Barca onde fizemos inversão de marcha,





seguindo o mesmo percurso até novamente, Ponte de Lima onde atravessamos aí o Rio Lima.



Daqui seguimos até á Ponte de Lanheses a uma média muito boa, quase sempre na casa dos 30km/h.


Não havendo paragens até chegarmos ao nosso destino, pelo que as fotos tiradas foram todas em andamento.




Após um belo banho na Escola de Seara, seguimos para o restaurante, onde já estavam á nossa espera para o merecido manjar dos Deuses.


Da minha parte agradeço á Diretora e funcionários da escola onde fomos amavelmente recebidos e bem tratados, pela disponibilização dos balneários.

E ainda ao pessoal do restaurante que ficou á nossa espera, para nos servirem, mesmo após já ter terminado a hora das refeições.




Um abraço aos meus colegas do pedal e obrigado por mais um dia bem passado na vossa companhia.
Mingos





09 novembro 2011

TRILHOS DA NORA

Noticia atrasada - 16.10.2011

Ecobiker`s voltaram aos passeios dos Trilhos Vivos, em Ponte de Lima, para participar no GO70 – Trilhos da Serra da Nora, guiado por gps.

Assim, os “nossos atletas”

  • André
  • Carvalhal
  • Coelho
  • Couto
  • Daniel
  • Gil
  • Henrique
  • Leandro
  • Ricardo
  • Quelhas
  • Vítor Santos,
equipados a rigor dividiram-se em pequenos grupos, conforme os seus andamentos e aparelhos de gps disponíveis e fizeram o seu passeio/corrida.

O percurso decorreu em terrenos de dificuldade alta, como foi previamente, anunciado pela organização, com muita pedra solta e subidas duras, que só pararam no topo da Serra.

Um carreiro (single-track) duríssimo e com grande inclinação, a subir e a descer.

Apesar da inscrição ser gratuita não impediu a organização de oferecer agua, sumo, maças e bolachas como reforço.

De salientar a boa organização do grupo Trilhos Vivos, que deixou os participantes satisfeitos e à espera do próximo evento.

Relativamente à prestação dos ecobikers foi a mais diversa:

- os que foram para dar o seu melhor e obter a melhor posição final;

- os que circularam em grupo, esperando pelos que pedalam menos vezes e que foram afortunados com avarias e dezenas de furos pelo caminho, que os levaram a chegar tarde e a más horas ao fim, e

- aos que desistiram, para chegar mais rápido ao restaurante....lol



Apesar da opção que cada um fez, foi mais um grande dia a fazerem aquilo que mais adoram...


23 abril 2011

GEO120–PONTE DE LIMA

*


26 Março de 2011 –






Integrado numa nova filosofia, quiçá única, no promoção e organização de eventos BTT, os Searatrilhos – Ponte de Lima, decidiram avançar com um GO – GRANDESodisseias 2011, composta por três provas com distâncias, dificuldades e locais distintos.






Assim e tendo em conta que a equipa necessitava de elevar os níveis de preparação físico/psiquico, para o grande objectivo de 2011 – (160 km Serpa), aceitamos o desafio de participar na 1ª etapa desta odisseia - GEO120.






Era pois um percurso em autonomia total, orientado apenas por GPS, com um acumulado de 3000, ou seja, BTT ao seu mais alto nível, puro e duro, estando assim todos os condimentos para um grande empeno, agravado ainda pelo estado do tempo, bem como as características do terreno onde iríamos rolar, ou pelo menos tentar…lol



Claro que necessitávamos de um GPS bem afinado, tendo sido escolhido assim o do Leandro.






Partimos assim bem cedinho, como é normal de V.N.Gaia, para a conquista de Ponte de Lima, eu (tojo), Leandro, Kiko, André, Couto, Ricardo e o Coelho, que baptizou a sua nova máquina, uma Cannondale acabadinha de comprar.






Com uma viagem tranquila e sem o stress de outras provas, deu tempo para chegar à sede deste grupo, levantar dorsais e proceder às afinações finais das nossas máquinas, tendo o Coelho aproveitado para ir retirando os plásticos da pedaleira, bem como ler as instruções da nova suspensão, que por defeito só veio com um braço….lol






O tempo mantinha-se com má cara, estando previsto durante a prova condições climatéricas adversas, com muita chuva e vento à mistura, e não é que adivinharam mesmo, e de que maneira.






Partindo de Ponte de Lima com uma cota de 25 m de altitude, havia como 1º objectivo “escalar”, pois mais parecia uma parede, Corno de Bico a uma altitude de 850 m, isto claro em apenas 18 km de percurso, começava a mente insana, pois não se conseguia ver o fim da “coisa”.





O tempo permanecia muito instável, com chuva seguidas de aberturas com sol, que originava constantes paragens do grupo, ora para vestir, ora para voltar a guardar os fatos de chuva.


De seguida descemos até Riba Nogueira no Vale do Vez, a 75 m de altitude.





Foi sem dúvida dos locais mais bonitos que andei, single-tracks espectaculares, um pouco escorregadios, em que a concentração e a destreza tinham de estar em alerta, para não sermos facilmente “arrastados” para fora do trilho.




Neste local foram tiradas as fotos mais espectaculares do dia, onde a brincadeira e boa disposição imperou.






Houve claro uma paragem mais prolongada para nos sentarmos para uma “refeição” mais calma, incluindo uns figos do kiko, que prontamente foi interrompida por mais chuva.






O 2º cume, e numa altura em que o temporal se intensificava, era composto por uma nova “parede” até aos 800m de altitude sobre a Serra da Peneda.



Quando as coisas estavam muito feias, a bicicleta do André decidiu complicar um pouco mais as coisas, a corrente passou para locais impossíveis de andar, que originou uma paragem com cerca de 30 minutos e ter que desmontar as roldanas e desviador traseiro para voltar a por as coisas no seu devido lugar.

O frio desta paragem forçada, fez mossa, dos piores momentos até então, o frio e chuva era tanto, que não se sentia grande parte do corpo, sendo melhor a sensação de empurrar a bicicleta, do que andar em cima dela, acho que havia partes do meu corpo que ganharam vida própria, sem qualquer tipo controle.

Uns quilómetros mais à frente, elementos da organização estavam aconselhar o pessoal a não continuar esta escalada, face às condições meteorológicas terríveis, sendo fustigadas por chuva muito intensa e vento forte. Passamos pois para um dos pontos de fuga.

De volta ao Vale do Vez era altura de descomprimir um pouco e rolar cerca de 7 km em asfalto até Ponte da Barca, onde decidimos fazer uma paragem num tasco ali existente, para beber café e aquecer um pouco.






Logo de seguida seguimos em direcção a Ponte de Lima pela sua famosa “Ecovia” situada na margem do Rio Lima, altura em que o tempo aliviou um pouco.

Em termos globais, fizemos passagens por Floresta, estradões, ribeiras, montes e vales, com muito granito no percurso, em que a minha rígida se portou, como normal ao seu alto nível.

Deu para entender o significado de “MENTES INSANAS”.





Hoje mais que físico, foi posta à prova a nossa mente, numa preparação mental ao sofrimento, e isto só em condições adversas é que se consegue.