08 fevereiro 2012

GLACIAR DE LORIGA

Mais uma viagem ao topo da Serra da Estrela, mas de carro, tal é o estado do manco.


Infelizmente ainda sem neve, mas com temperaturas negativas (-5º) e ventos gelados, que tornaram um martirio os primeiros momentos.


Por isso, tirar a bicicleta de cima do carro e a foto da praxe foram em contra-relógio.


Pensava eu que a descer todos os santos ajudavam, mas esqueci-me do frio, que esteve quase a levar-me abortar o passeio, pois não sentia os dedos, mesmo com 2 pares de luvas.

Felizmente, bastou descer cerca de 200 metros em altitude e entrar no trilho de terra para temperatura subir e voltar a sentir os dedos.

Começei a descer a Garganta de Loriga, vale glaciárico constituído por quatro depressões (covões), escavadas pelo gelo.

Antigos lagos glaciáricos, hoje colmatados e cobertos por cervunais.

Foram cerca de 2km até a barragem do Covão do Meio


pelo caminho muita pedra e gelo.



Chegada ao Covão do Boeiro com o curso de água do rio Zêzere.



Depois da ponte de madeira, o caminho continua a descer em direcção à barragem do Covão do Meio.



Logo após as ruínas de um edifício, o caminho volta aos calhaus soltos, que só a pé é transponível e com muito cuidado para evitar uma queda ou entorse.



A saída da água da barragem.


Segui-se uma ponte metalica....


Antes de chegar ao destino foi necessário carregar a bicicleta as costas e subir 161 degraus de escadas.



Finalmente o passadiço da barragem.


com uma vista privilegiada para o vale do Glaciar de Loriga.


Mesmo aqui o vento era forte que criava ondas na água da barragem.


Tinha marcado no gps continuar o percurso com uma escalada e a carregar a bicicleta, mas como as rochas tinham gelo decidi voltar para trás.


Ainda me senti tentado a descer o vale até a freguesia de Loriga - Seia, para não repetir o trajecto, mas achei que a distancia era longa (cerca de 4km) e adequada a cabras e afins, para eu me aventurar sozinho e sem conhecimento do percurso.


Lá fiz o mesmo trajecto, quase 70% com a bicicleta as costas.
Dureza para um manco...



Chegado a estrada concluí o meu objectivo, mais uma viagem para descobrir e contemplar mais um recanto do Parque Natural da Serra da Estrela, a maior área protegida de Portugal.

Restou-me a descida até o Sabugueiro e depois junto as margens do rio Alva




até a Mata do Desterro.



  • RESPEITE A MONTANHA
  • PASSEIE EM SEGURANÇA

  • DESFRUTE !

Track gps

<span class=

05 fevereiro 2012

MOUNTAIN QUEST 2012

Conquista das 3 Serras Aboboreira- Marão- Alvão


Evento lançado por uma das individualidades mais conhecidas
no mundo do BTT

João Marinho.




Consistiu em fornecer um Track Gps a cada participante, para que em completa autonomia, percorresse o trajecto ao longo das três serras.

Opções:
» 150Km
» 123 Km
» 90Km

Participaram os ecobiker`s:

Helder Coelho



Leandro Costa




Luís Correia



Vítor Santos



No final objectivos atingidos, com um total de 96km e um acumulado de 3600+.



LER MAIS



31 janeiro 2012

CAPITAL DA CULTURA


21-01-2012

Travessia Vila Nova de Gaia - Guimarães



Aproveitando o facto, de neste dia, se realizar a abertura oficial da Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, a ECOBIKE decidiu assinalar a data e promover a cultura entre os seus membros.

Se bem se pensou, melhor se fez. Assim sendo, os Ecobiker´s:
- Jorge
- Quelhas
- Couto
- Nuno
- Paulo
- André
-Tojo
- Daniel
- Hélder
- Leandro
- Mário
e os amigos Anselmo Sá - Lourenço Carvalhal - Luís Correia - Bruno Coutada - Pedro Sousa, concentraram todos pelas 07H30 no Biclas.

Primeiro contratempo, o Hélder que esteve a bulir de noite e saiu às 07H00, decide dormir 15 minutos, mas esquece-se de por o despertador e adormece... resultado seca de meia hora, com telefonemas pelo meio e consequente atraso no arranque do raid.



Segundo contratempo, quase de seguida e já depois da foto oficial em frente ao biclas, decide-se o começo do passeio, mas o Leandro ainda estava a passar o track de gps, do seu aparelho para o do Hélder e ficaram para trás, perdendo-se do comboio.



Já estavamos nós na baixa do Porto e recebo eu o telefonema do Leandro a perguntar onde andavamos... lá esperamos na Praça do Marquês - Porto e a
partir daí e durante um bom período de tempo não houve stress.


O nosso trajecto passou pela baixa do Porto - Areosa - Ermesinde e a partir daí seguimos sempre junto ao Rio Leça, por alguns caminhos agrícolas, ligações por ruas e estradas municipais.

Após os primeiros sinais de fraqueza, principalmente do Tojo que queria beber o seu leitinho, paramos para o 1º reforço alimentar na bonita localidade de Reguenga, junto de um café que pouco mais tinha que bebidas e café (não foi grande problema, pois o pessoal ia abastecido com comida).


Paragem de 15 minutos e lá arrancamos em direcção ao objectivo... terceiro contratempo, o dropout do desviador da bike do André, decide partir-se com um pedaço de uma videira, que estava no caminho por terem feito a poda recentemente e estarmos a andar num caminho agricola...

mas nada como termos engenheiros entre nós, Daniel, que prontamente, qual MacGyver solucionou o problema com outro dropout que não tinha nada a ver com o original. Com este episódio, o pessoal teve aí uns 20 minutitos para relaxar e pôr a conversa em dia, excepto o MacGyver, o azarado (sortudo)


e o Tojo, que aproveitou para fazer algumas das habilidades do CrossFit, o ritmo era tão lento que este super pró tinha necessidade de aquecer daquela forma... enfim.


Até esta altura o passeio tinha sido fácil, mas com a subida do Monte Córdova, algures entre Santo Tirso e Paços de Ferreira, tornou-se mais dificil, mas nada do outro mundo.

Nesta 1ª subida temos que carregar as bikes às costas tal é a inclinação, combinada com grandes rochas, que impedem que se possa circular em cima da bike. Resultado, o tornozelo começa a gemer, mas aguenta-se.

Nesta subida, o Rio Leça, proporcionou uma linda queda de água, por entre rochas, que o pessoal aproveitou para tirar uma fotos e brincar um bocadinho.

Aproveitando o facto, de termos já quase feita a 1ª subida do dia e atravessarmos uma estrada, onde existia um café decide-se parar para almoço.


Foi aí, que o Tojo saca do seu tupperware com milho e uma espécie de atum e toca a comer e o Quelhas não querendo ficar atrás saca também de um, mas este familiar, cheio de aletria e pimba come tudo e eu nem cheirar consegui.


Gastamos cerca de meia hora com este almoço e lá seguimos rumo à nascente do Rio Leça e ao objectivo final Guimarães.



Ainda faltava subir um pouco, até à Citânia de Sanfins, local de grande beleza. Aqui vai explicação da Wikipédia:

A Citânia de Sanfins

Mais uma subida à mão, o que só faz milagres ao meu tornozelo, mas sem stress.


Depois das fotos da praxe, que o pessoal tirou na Citânia, logo encetamos uma descida acentuada, em direcção a Caldas de Vizela.


Quarto contratempo: o Pedro decide curtir a descida e passa pelo pessoal a gritar "deixem passara a mondraker", e eis que uma pedra decide meter-se no caminho da sua roda da frente, resultado final, um salto mortal com pirueta, encarpado e recepção lombar no solo, em cima de um calhau... ufa, deve ter doido.

Fim do passeio para o Pedro e para o Marito, que solicitou a boleia da Sónia, a qual estava agendada para mais tarde, mas teve de ser antecipada.



A partir daqui, o trajecto já não é tão aliciante, passamos por Vizela e outras localidades menores, até ao nosso destino final, não tendo, excepção feita a um ou dois furos, ocorrido mais nenhum contratempo de monta e que importe referir.


Como era de esperar a cidade de Guimarães encontrava-se superlotada e o ponto final do nosso passeio, foi como não podia deixar na Praça do Toural, local central e onde mais tarde se desenrolaria a principal acção da cerimónia de abertura, com um espectáculo de La Fura del Baus, grupo de teatro catalão, que se notabilizou pelos seus poderosos espectáculos de rua.



Por esta altura, já os nossos familiares tinham chegado à Esquadra da PSP de Guimarães, onde aguardavam por nós, para depois dos respectivos banhos, seguirmos para o restaurante Mamadona.

O nosso jantar não é isento de incidentes. Chegados ao restaurante, último contratempo, somos confrontados com um restaurante de pequenas dimensões.



O que originou que o grupo tivesse que ser fragmentado, pois na mesa que nos estava destinada só se podiam sentar cerca de 28 pessoas, ficando a sobrar cerca de 7 pessoas, que se sentaram noutra mesa e para cumulo do azar noutra sala. Pelo menos a comida era de boa qualidade. Também não podíamos ter só azar.



Após o repasto lá fomos dar uma volta pela linda cidade de Guimarães, mas o meu tornozelo não me permitiu grande caminhada e passado pouco tempo já estava a pedir descanso.



Sentei-me à porta do Museu de Alberto Sampaio e dali não saí mais, a não ser para embarcar no autocarro que nos levaria de novo a Vila Nova de Gaia.



Dia muito bem passado e que voltava sem dúvida absolutamente nenhuma a repetir.
Obrigado a todos

Jorge Almeida

23 janeiro 2012

6º ROTA DOS BESOUROS


Crónica do Raid da Lama Anunciada

15 de Janeiro de 2012


Como bem sendo hábito há alguns anos a esta parte, o Kiko decide começar o seu ano betetista a chafurdar no meio do lamaçal de Sepins.

Eu já tinha participado em 2010 e na altura tinha pensado para mim mesmo, que dificilmente ali voltaria para fazer BTT, pois dei cabo da bike e não curti nada o percurso.


Contudo, o apelo do famoso leitãozinho foi mais forte e assim, o Henrique convenceu o Couto e o Ricardo e eu convenci o Paulo e o Nuno e lá fomos nós patinar na lama.

Saímos de Gaia às 08H00, meia hora depois do combinado, mas mesmo assim a tempo.

Chegamos a Sepins, pelas 09H e qualquer coisa, ainda deu para tomar o pequeno almoço, já o Henrique estava a peidar-se todo com a ansiedade de ir para a linha de partida, para poder arrancar bem lá na frente.


Lá fomos buscar os dorsais e senhas do almoço e ficamos a saber que o Ricardo que esperava ansiosamente ser pai a qualquer momento, decidira não ir por esse mesmo motivo.



Partimos (eu, Paulo e Nuno) 5 minutos depois da prova ter tido inicio e lá fizemos a prova, que nos primeiros 10/15 Kms era quase impraticável, devido à grande quantidade de lama.



Por esse motivo encontramos um gentil residente naquelas paragens, de mangueira na mão, a tirar a lama às bikes, o que aproveitamos evidentemente.

O passeio é de facto mau e as únicas coisas que se aproveitam é o churrasco, que este ano era a 5 Kms do final da prova.



Por lá paramos 30 minutos, a encher a barriguinha com umas fêveras grelhadas e minis.



Com o Kiko e Metralha só pudemos conviver um bocado já no almoço, que eles já estavam a terminar quando nós por fim lá chegamos,


pude aí saber que o Couto comprou uma cadeira de esplanada, para esperar pelo Henrique no reforço do churrasco... lol.


O almoço, que tinha sido um dos principais motivos para eu me deslocar à Mealhada para andar de bike na lama, foi uma boa decepção, porque fui muito mal servido, calhou-me os ossitos do bicho, enfim, ninguém me manda ser burro.


E assim se passou mais uma prova, que eu de certeza absoluta não vou fazer mais.


Jorge Almeida

14 janeiro 2012

RECORDAR 2011




À excepção de duas fotos (provas) todas as outras referem-se a locais por onde passaram os passeios ECOBIKE, durante o ano de 2011.

No entanto, ficaram de fora deste resumo grandes eventos como VI Passeio de Cicloturismo da ASPP/PSP, na Invicta e a Maratona de Serpa.

Este ano espera-nos mais recantos do nosso belo país para descobrir.

Por isso preparem-se.