21 setembro 2012

SERRA DE ARGA

12-09-2012

Vila Nova de Cerveira - Vila Praia de Âncora

Olá a todos

A ideia para este passeio partiu de um amigo que embora ande de bike, não se mete em grandes cavalgadas, mas que certo dia em conversa informal, me falou numas cascatas no Rio Âncora, situadas perto da aldeia de Montaria, no sopé da serra de Arga.


Toca a pesquisar no gpsies e ver o que se podia fazer e visitar para além das lagoas e cascatas tão peculiares do nosso Minho, mais concretamente no rio Âncora, na vertente sul da Serra de Arga. 

Lá engendrei um percurso a começar em Vila Nova de Cerveira e a acabar em Viana do Castelo.



Apanhamos o comboio às 08H10 (com 15 minutos de atraso) em direcção a Vila Nova de Cerveira.

Primeiro episódio quase hilariante, iamos nós na carruagem «reservado Ecobike», muito sossegados na parte de trás do comboio e eis que, em Nine o comboio é literalmente invadido por ciganos Romenos e para nosso azar duas ciganas e respectiva prole (um rapazito e uma rapariga) se acomodam no nosso privado. 

Azar dos azares, as janelas deste comboio não abrem e então foi necessário recorrer as bombas nauseabundas do Sérgio, para tentar um equilibrio de odores. LOL... 

mas a coisa não ficou por aqui, passado pouco tempo aparece o pica que nos pediu logo ajuda, pois aquela gente tenta sempre furtar-se ao pagamento dos bilhetes. Lá tivemos que usar do 1,90 do Mário para os convencer... LOL e não é que pagaram mesmo, custou mas pagaram... chegada a Cerveira às 10H00, reforço de pequeno almoço e ala moleiro que se faz tarde.

Logo à partida fiz um desvio ao track original e decidimos subir um monte que domina a paisagem sobre a foz do rio Minho, onde existe um Cervo. 

Segundo episódio caricato, ao mesmo tempo que nós, chegou um amigalhaço, com a casa ás costas (mochila, bem entendido), o qual a nosso pedido, nos tirou duas fotos e trocou connosco algumas palavras. 

Diz ele que era de Torres Vedras e vinha a pé de Espanha, não tinha destino, que a sociedade estava podre e que a natureza era das únicas coisas boas. 

Disse ainda, que o que aproveita desta sua passagem no nosso querido planeta, são umas brocas que fuma e que tudo o que necessita lhe vem parar às mãos. Uma forma diferente de encarar as coisas sem dúvida.

Claro está que este inicio do passeio foi duro, com uma subida constante, mas que se fez bem por ser em asfalto.

No cimo da ascenssão passagem, pelo Convento San Payo, fundado nos fins do séc. XIV por religiosos provenientes da Galiza, pertencentes à Congregação dos Frades Menores de S. Francisco, foi o quarto Convento Franciscano a ser construído em Portugal. 


As asperezas do isolamento, os sucessivos saques e imposições políticas ao longo dos séculos, contribuíram para que o convento progressivamente caísse em ruínas e finalmente abandonado em meados do século XIX. 

Até que um dia o Escultor José Rodrigues o (re)encontra …

Pelo cuidadoso restauro de que foi objecto, o Convento constitui um museu em si, por conservar e patentear um espécimen raro de arquitectura conventual e de franciscanismo observante.
Habitado por uma das mais notáveis referências da arte portuguesa contemporânea, tornou-se uma espécie de museu - atelier.
A colecção de esculturas, desenhos e pinturas, de propriedade do autor que o integra, num acervo de algumas centenas de peças, permite ao visitante conhecer melhor a obra de José Rodrigues.
O Convento San Payo promove visitas e oficinas de sensibilização à Arte e Natureza, que têm como ponto de partida as colecções e obras do Escultor José Rodrigues.

Depois, foi a bela da descida até uma povoação perto de Vilar de Mouros, onde fizemos uma breve paragem num café local para comer e hidratar. 

Quando consultei o nosso bruxo GPS, constatei que estavamos novamente á cota do mar e a uns meros 10 kms do ponto inicial.

Percorremos alguns trilhos sobranceiros ao Rio Coura, onde imperava o verde tão carateristico do Minho.
Mas esperava-nos uma bela subida, que nos levou ao parque natural Serra de Arga foi aqui que as nossas pernas foram postas à prova e elas não falharam.


E é aqui, nesta serra de lendas e de muitas histórias que está situado o santuário da Nossa Senhora do Minho. 


Um local onde todos os anos no dia 01 de Julho, se cumpre uma peregrinação. São muitos os peregrinos que neste dia, alguns de véspera, sobem a serra para ir ao santuário da Senhora. 

Peregrinação que é feita, a pé, pela serra, terminando no airoso santuário, no alto da montanha, a 700 metros acima do Atlântico e de onde se pode ver uma das mais esplendorosas paisagens de todo o Minho.

Do cimo da serra era possível ver em toda a sua plenitude o vale do Lima desde ponte de Lima até Viana do Castelo.

A hora já apertava para chegarmos ao destino que nos tinhamos proposto, não se perdeu tempo e encetamos logo a vertiginosa descida, que nos conduziu à localidade de Montaria, onde existiam as cascatas no Rio âncora, que não pudemos procurar por motivos óbvios.

Um pouco mais á frente, chegados ao cruzamento do Chão da Pica e após consulta das placas ali existentes, verificou-se que estavamos a 14 Kms de Vila Praia de Âncora, a hora apertava,o Marito estava com a língua de fora, o Sérgio e o João também davam sinais de já estarem satisfeitos, vai daí, toca a ignorar o bruxo e seguir por estrada para Vila Praia de Âncora.


Foi como se me arrancassem as unhas dos pés com um alicate de pontas, mas acedi porque a parte final do trajeto era a ciclovia que liga Ponte de Lima a Viana e já estou um bocadito farto de aí pedalar.


Resumo do passeio: Mais um excelente dia de btt em companhia mais excelente ainda.

Presidente
Jorge Almeida

23 agosto 2012

PORTO PATRIMÓNIO


A tradição ainda é o que era, parceria ganhadora não se altera.
Pois foi com imenso prazer que a Ecobiker aceitou mais um convite da ASPP/PSP para ser parceiro no melhor evento Cicloturista da Mui Nobre e Sempre Leal INVICTA.
Pratica desporto num ambiente saudável e citadino, convidámos os cicloturistas a conhecer o PORTO PATRIMÓNIO, junta-te a nós podes fazer a tua inscrição em:
http://cicloturismo-porto-patrimonio.blogspot.pt/
Aqui terás toda a informação necessária para ficares devidamente esclarecido sobre o passeio.

18 julho 2012

LINHA DO CORGO

Linha do Corgo

17-07-2012

Como quase sempre, à última da hora, decidi fazer mais uma incursão na bela região duriense.

Consegui desencaminhar dois ecobiker’s Mário e Nuno e o clube mondraker Tojo.




A temperatura que se previa não convidava a grandes odisseias, por tal motivo a coisa ficou-se pelos 57 Kms.

Fomos de comboio e chegamos à Régua, pelas 09H15. 




Procuramos uma pastelaria para reforço do pequeno-almoço, tarefa que se revelou fácil, embora pouco acertada, o Mário comeu um croissant que quase lhe partia um dente, enfim coisas que acontecem.




Antiga linha do corgo, atualmente desativada e convertida numa espécie de ecopista, digo espécie, porque apenas retiraram as travessas e os carris da linha,




o que permite que as bikes de BTT possam fazer o percurso sem dificuldade.

Não vale a pena alongar muito a descrição do percurso, uma vez que pode ser consultada neste blog uma crónica bastante completa, feita pelo nosso vice Vitor Silva
( 1º Régua - Vila Real - 2º Vila Real - Chaves ).





 O calor que se fazia sentir foi um entrave a progressão e as fontes de água também não abundam (nem nos velhos depositos de água),




o que nos obrigou a procura-la numa habitação quando já estávamos quase a chegar a Vila Real. 

Resta apenas dizer que o vale do Corgo proporciona uma bela paisagem, com aqueles socalcos carregados de vinha, ou não estivéssemos nós na região do Alto Douro Vinhateiro.


Chegada a Vila Real, paragem para fotos.






X-FIT



e reforço alimentar.

O regresso de Vila Real a Peso da Régua foi feito por Santa Marta de Penaguião, pela nacional 2, com uma incursão em trilhos junto da Albufeira do Sordo...





local esse que foi aproveitado para um banho, por parte do Mário e do Tojo. 


A hora para apanhar o comboio das 14H50, começava a apertar e eu e o Nuno aproveitamos para ganhar algum tempo.

Quando percebi que tinha que apertar o andamento, porque senão não conseguia apanhar o comboio e consequentemente não entrava a horas no trabalho, foi um pedalar desenfreado até à estação, onde já se encontrava o comboio prestes a partir, o que me obrigou a entrar em cima da bike pela estação dentro e nem sequer ter comprado o bilhete na estação, o que me podia ter saído caro.

Depois disto a CP vai reforçar a segurança nestes comboios....





Quanto aos meus colegas de jornada, não tiveram a mesma sorte e chegaram uns minutos depois da partida, o que os obrigou a esperar pelo das 17H00.

Soube a posteriori que aquelas duas horas, foram aproveitadas para uns banhos no Douro e para beber umas cervejolas por parte dos meus companheiros de viagem.

Resta apenas agradecer a companhia e até à próxima.


Ass. Jorge Almeida





CAMINHOS DE MONTEMURO

Na véspera de São João fomos a banhos de sol...

e comprar carne arouquesa para o jantar.lol

Assim, saímos de Gaia as 07h00, em direcção ao centro de Arouca, onde fizemos uma pausa para pequeno almoço, antes de enfrentar as curvas e contra-curvas até Alvarenga.



Pelo caminho paragem apenas na famosa placa de sinalização...




Estacionamos o carro frente ao restaurante onde iamos almoçar e começamos o dia de trabalho as 09h00.



De imediato deslocamo-nos para a Senhora do Monte, onde os meus companheiros de trabalho iriam ter uma ideia do que lhes tinha preparado.




Mas para isso era preciso subir....e em vez de seguir pelo trajecto conhecido ou pela estrada, nada como improvisar...


Isto porque não são adepto de repetir trajectos...

Mas rapidamente cheguei a conclusão que não dava estar a inventar e andar a carregar a bike as costas monte a cima.


Lá repeti o trabalhinho de 2008, e voltei a partir pedra na Serra de Montemuro.



Por isso depois das fotos na Senhora do Monte seguimos o PR1 - Caminhos de Montemuro.

Ao longe...


O caminho era sempre a subir, e os meus amigos escolheram a direcção mais difícil...



Nos trabalhos difíceis é necessário arregaçar as mangas e aplicar toda a energia, aqui foi preciso tirar a camisola...




e alguns estavam mesmo a precisar de apanhar sol....





o problema foi que ninguém levou protector solar.



Ultrapassada a parte não ciclável, continuamos a subir o estradão agora a pedalar....





Rapidamente chegamos ao topo da serra...



Aproximadamente 1h15 a pedalar só com uma perna, consegui atrasar o andamento do Couto e do André.


Mas lá chegamos a capela de São Pedro do Campo, pelas 11h30, onde o presidente da Junta de Tendais nos esperava para o ajudarmos nas obras...

O Couto rapidamente começou a trabalhar como "moço" de trolha




Na foto o presidente da freguesia de Tendais a trabalhar, enquanto ia falando das obras e da região...




Toca a por a mão na massa....














mas como se aproximava a hora do almoço, fizemos uma pausa para uma sande/fruta junto da fonte

e lá voltamos ao trabalho....



não foi nada fácil...



arrastar uma pedra do caminho...



com tanta energia despendida acabei por perder a Jersey ECOBIKE, temporada 2008, por isso voltamos atrás à procura da relíquia.

pelo caminho cruzamos com uns motares...e como não podia deixar de ser o Metralha conhecia um deles...


que subiram pelo mesmo caminho e apanharam a camisola.



Lá voltamos ao trilho, e apesar do mais fácil ser o estradão das eólicas...mesmo manco tinha de percorrer o trilho pedestre, porque daqui para a frente não o conhecia....


seguimos direcção Pedra Posta



difícil de encontrar devido a quantidade de pedras "plantadas" no topo da serra....em alguns casos mamoas, que eram locais sagrados e tumulares de sociedades e cultos pré-historicos...




devido à inclinação...


os calhaus estavam por todo o lado, seguindo mesmo por cima de uma rocha...



felizmente que estes ecobiker´s enfrentam as dificuldades com sorriso e boa disposição...


mesmo quando estamos prestes a ser atacados...lol


Quando chegamos aos 1200mt de altitude pensava que as dificuldades tinham acabado e rapidamente íamos chegar a próxima localidade...


Apesar de algumas hesitações continuamos pelo trilho pedestre, e o cenário continuou idêntico a subida.


Estavamos tramados....


afinal onde está o caminho ?

CUIDADO !!!










Grande maluqueira...




chegamos ao fim da descida com o corpo todo empenado de tanta pedra



A descida nunca mais acabava e nós já seguimos em sprint para o restaurante.
  
 

Finalmente chegamos a Noninha, um pequena aldeia, com uma dúzia de casas e uma fonte, que não passei sem parar para me refrescar


 
Bem gostávamos de continuar a seguir o percurso pedestre, mas decidimos fazer os últimos quilómetros por estrada, em contra-relógio.

Chegamos as 13h45, com as bikes empenadas e com um valente escaldão.


Mas rapidamente esquecemos isso a mesa do Décio, com um saboroso bife de Alvarenga (carne Arouquesa).


Antes de regressarmos ainda fomos fazer uma visita ao talho para comprar aquela carne deliciosa ...




*****