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12 dezembro 2011

CELEBRAR AS MONTANHAS


Ontem (11.dez.) celebrou-se o dia internacional das Montanhas, que foi instituído, em 2002, pela Organização das Nações Unidas (ONU), para consciencializar a importância da sua preservação para a nossa vida.



Contudo, a destruição e a degradação paisagística das montanhas, que são os ecossistemas terrestres mais ricos do planeta, têm vindo a aumentar consideravelmente, devido à pressão humana direta e indireta, através do aquecimento global e das alterações climáticas associadas.

O nosso país têm montanhas/serras espectaculares, sitio únicos de uma beleza rara, que só indo e deixando-se maravilhar poderá entender isto.

Apesar de estarmos empenhados na organização do PASSEIO DAS LUZES DE NATAL, lá tentei organizar um passeio de bike, no fim-de-semana com os mancos da ECOBIKE, mas o nosso jantar de natal, na sexta-feira, a chuva prevista para o fim-de-semana e o medo dos meninos se constiparem impediu concretizar essa ideia.



Por isso, lá tive de ir mais uma vez sozinho para a serra.


Sem qualquer planeamento, lá foi pela milésima vez à Serra da Freita, que conheço como a palma das minhas mãos. lol

Comecei o passeio com um percurso urbano, passando pelas capelas da cidade, que aquela hora, 08h30, se encontravam todas fechadas, subindo em direcção à Senhora da Mó.


Na subida cruzei-me com a grande rota pedestre GR28, e não consegui resistir, ao objectivo de longa data, de acrescentar mais quilómetros aos cerca de 30km, que já tinha feito na companhia do velho gigantones.


Para não variar lá segui caminho, carregando a bicicleta as costas numa subida, devido ao terreno irregular.



Chegado à Srª da Mó, continuei por estradão ciclavel, apesar das pedras espalhadas pelo mesmo, característico desta serra.


Nos "cruzamentos" tinha de abrandar para encontrar a sinalização.


Mais uma parede, que parecia escalada de bike as costas.

Chegado a Rota do Xisto...


Museu dos fosseis.

Na freguesia de Canelas, com cerca de 20km tive de regressar por estrada até a Arouca, que tinha almoço combinado e não podia-me atrasar, mas ainda deu para ir ao rio Paiva.

Porém, nada de mergulhos...lol


Em breve voltarei a este local para continuar o percurso, com tempo e se possível acompanhado.





Não se esqueçam vamos :

proteger o nosso património natural !


31 outubro 2011

SERRA DA FREITA

Dia 31 de Outubro mais um passeio para os Ultra prós da “pianha”.

5 e 30 e toca a despertar, tratar do pequeno almoço e siga para a Freita, não sem antes trocar a câmara do pneu de trás do nosso membro dos para-olimpicos.

Cafézinho e nata ao pé do Las Vegas e siga.

Chegados ao parque de campismo de Merujal tempo de preparar as bikes, poli-las (para as estoirar no monte) e tempo para o Almeida “arrumar a casa”

8 e 10 e iniciamos o trajecto em direcção ao planalto das eólicas. Primeiras descidas sem problemas, belas paisagens

e muita descontracção e boa disposição, aqui ainda se riam.

(Presidente – “ Estes camelos a rirem-se… quando souberem o que aí vem… “I O MANCO SÔ EU?!)

Tudo decorria sem problemas até que surge o primeiro acto de sabotagem.

Caminho cortado por um desabamento de terras.
A quantidade e tamanho das pedras a barrar o caminho só indicavam uma possibilidade, detonação.

Uma detonação controlada digna de trabalho de especialistas. Sem querer levantar suspeitas toda a gente sabe quem é
o especialista em bombas da ECOBIKE.( e não, não é o Quelhas)

Continuamos a nossa subida e descida e subida e subida e subida até ao planalto das eólicas. Chegados ao topo Uma ventania que quase nos tombava, pudera, todas as “ventoinhas” estavam a trabalhar e ainda querem poupar energia.



Atravessamos o planalto para iniciar a descida para Tebilhão .

Paragem para a foto da praxe.

(Aqui o Presidente a ver como é que podia abrir a caixa das esmolas, parecia que adivinhava que ia precisar de uns trocos para arranjar a bike).

(Paulo e o seu cajado, aqui ainda não sabíamos que íamos precisar dele para subir e descer à pata ou para arrear no Quelhas e no Presidente pelo percurso que escolheram lol!!)

Continuamos a descida para Tebilhão

e os primeiros sinais de desacordo entre os GP

S ‘s dos nosso maravilhosos “Cães pisteiros” começam a surgir, “estamos no trilho, , é prá esquerda, é pra direita “ o inevitável o grupo separa-se J. Numa descida digna de um downtown surge a tenebroso “Gigante” ou “Zorbe” um cão feroz de cerca de 20 cm de altura, que desata a fugir ao primeiro rugido do Presidente, para só parar junto dum simpático casal de idosos, que rapidamente nos informaram daquilo que já sabíamos, nós estávamos no caminho certo para Tebilhão, e o Quelhas e o Paulo, estavam perdidos….

Ao longe vozes, vozes que pareciam do além, que vinham e desapareciam até que o Gigante dá sinais que estranhos se aproximam como quem diz “ os nabos dos vossos companheiros já estão a chegar”.

Depois de lavrarem alguns campos lá chegaram os candidatos a “lost”.

Teimosias à parte, descemos por um caminho onde dizia expressamente e em bom português

(Proibida a circulação a bicicletas, AtV’s e veículos de quatro rodas)

Depois de 1 km a descer a “pernantes”, com o presidente a representar o espírito do vice, insistindo no impossível, descer sentado na bike, e com o Quelhas a ajudar, com um ou outro slide de sku de quando em vez.

Chegados a Tebilhão ou quase lá tempo para uma pausa, algumas histórias, e explicações sobre alguns dos vícios de alguns membros. Ficamos a saber que o vicio do presidente de tentar andar por cima de toda a folha, como as cabras, teve origem nos ensinamentos do nosso vice Vitokorov. Surgiram por isso ideias de actualizar a alcunha do vice de “Vitokourov” para “Vitokabrov”.

Iria surgir também uma proposta de alteração da alcunha do nosso “El trepador”para “El Cagong”. Á semelhança daquele herói da banda desenhada que derrotava os inimigos com a sua viola, Quelhas demonstra também bastante mestria musical.

Mais uma subida á pata e começamos a descer para Rio de Frades.



A paisagem lindíssima preenchida pelas ruínas das antigas minas de volfrâmio ou tungesténio. Um pouco de história meus pupilos.

As minas de volfrâmio ou tungesténio eram
exploradas durante a 2ª grande guerra por uma companhia alemã. Metal de extrema dureza, hoje em dia utilizado para ferramentas de corte, era utilizado para fabrico de armamento. Isto no tempo em que se ìa a Arouca a pé e descalço, com os sapatos num saco, para não estragar.

Palavras da senhora simpática do tasquinho onde comemos as nossas sandes e a nossa “massssiiiinnnha com sssssaaaaalchicha”.

Depois das energias repostas toca a subir, objectivo, outra vez o planalto das eólicas. Pelo meio mais uma desavença de GPS’s.

Obrigado à senhora em Fuste que nos deixou encher os “canados”.

Junto ao mapa toca a rever a matéria.

O pior estava para vir!! Mas antes eis que surge um som, todos olham para as árvores

“Deve ser nova espécie de ave.” Digo. “Com um chilrear tão estranho?” Diz o Paulo.

“Deve ser uma mota” Diz o Almeida.

(O Almeida ainda se ria eu já estava branco como a cal…lol)

O resto da subida não foi meiga e fez algumas baixas, entre elas o travão do Almeida, o pé do Almeida, a escora do Almeida, os calções do Almeida.

E já me esquecia as pernas
e os pulmões dos restantes.

Á chegada ao planalto rajadas de ventos ciclónicos tentaram impedir estes bravos de concluir a sua epopeia. Mas nada mesmo nada poderia vencer o ímpeto destes guerreiros.

É aí que chamam os snipers para tentarem impedir de progredir. Ágil como sempre, procuro abrigo numa valeta.

Encurralado não podia avançar tudo parecia perdido ….. mas eis que surge o resto da força especial, com alguns disparos um membro do grupo afugenta os snipers….

Tempo de descontracção. A tempestade tinha passado.

Mas eis que, entre mais ruídos estranhos vindos da bike do Almeida, ele descobre que a sua escora está partida.



Incrível, tamanha a velocidade com que este atleta sobe, que parte a escora onde se aparafusa o travão de trás… Podem achar incrível mas é verdade.

Este homem tem que tr
avar a subir para que o avanço sobre o resto dos companheiros não ultrapasse os 2 minutos.

Estava feita a volta descida para o parque de campismo para um banho quente, o qual ainda não sabíamos que iríamos tomar, mas que bem que soube.

Pelo meio uma paragem do Quelhas para “apanhar o autocarro” e a espectacular forqueta do Paulo que não me sai da cabeça.

Uma “manca” com um sistema de “cotovelo” que a impede de afundar quando trava.

O próximo passeio é já ao virar da página…..

P.S: s factos e relatos desta crónica são de única e inteira responsabilidade dos intervenientes

Abraço.

30 outubro 2009

NA ROTA DA CASTANHA


*** Novamente na Serra da Freita e em trilhos pedestres.***
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---Iniciamos o passeio bem cedo, porque o Marito tinha de regressar ao Porto, no princípio da tarde.
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---Para não variar o começo foi frente ao Parque de Campismo do Merujal e fomos pelo trilho PR7 "Nas Escarpas da Mizarela" (8km-cerca de 3h30-dificuldade: media/alta), até ao Miradouro da Frecha de Mizarela.




---O trilho a seguir descia até ao fundo da queda de água onde já tínhamos andado noutro passeio (e não foi nada fácil descer e subir... e sem bicicletas), pelo que abandonamos o caminho e seguimos por estrada até perto do parque de merendas, na aldeia da Albergaria da Serra.
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---Depois de atravessar a ponte sobre o rio Caima, entramos no trilho PR15 "Viagem à Pré-História" (17km circular), o caminho dirige-se para o cemitério após o qual, na bifurcação imediata, toma o caminho da esquerda, isto é acompanha o rio no seu pequeno vale encaixado com pequenas courelas em socalcos e azenhas, algumas das quais ainda em funcionamento.

---Aqui os cerca de 500 mt. fizeram-se a carregar a bicla, dado que o trilho seguia pela encosta rochosa e a subir...

---Atravessa-se de novo o Caima agora para a sua margem direita e após contornar um muro de pedra solta, atravessa-se a estrada empedrada num local denominado "Junqueiro", continuando-se para Leste, sempre acompanhar o Caima, que, nesta zona é ainda um pequeno riacho.

---Chegados a um cruzamento no lugar do "Vidoeiro", o caminho segue pela direita, por um troço de calçada muito antiga, que nos leva à Portela da Anta, mas como já tínhamos ali passado da última vez, seguimos até ao topo do monte, apenas mais uns metros a subir até as antenas eólicas.

---Ali chegados percorremos a estrada de asfalto, que naquele momento devido ao intenso nevoeiro era a única coisa que se via.

---Mais um passeio em que a falta de visibilidade não nos permitia ver a beleza da natureza que nos rodeava nem os caminhos para pudermos improvisar caminhos.

---Deste modo, seguimos os plásticos deixados na natureza, que não compreendo como se faz esta poluição para sinalizar o caminho e posteriormente, após o evento não se retira...
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---Ainda para mais está sinalização devia pertencer algum evento de motocross, devido aos locais por onde passava, pelo que, com mais facilidade limpavam o percurso.
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---Descemos até o "Viveiro da Granja", onde acabamos por entrar no trilho PR4 "Cercanias da Freita" (pequena rota de 13,3km, dificuldade media e em circuito).

---O caminho é feito por entre mata de pinheiro, com castanheiros junto do estradão, coberto de folhas e castanhas.

---Olha a castanha para o magusto! ...Toca a encher os sacos....
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---De Forcada até santa Maria do Monte, freguesia de Santa Eulália (dista 2km do mosteiro de Arouca), onde se inicia este trilho pedestre, o percurso faz-se por caminhos antigos de rara beleza, campos em socalco, ribeiras...que não deu para evitar molhar os pés.
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---Aproximação à Capela faz-se pelas ruas antigas e estreitas.
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---Daqui ruma para sul, em direcção à Serra da Freita, através de um caminho que percorre o vale profundo do curso superior do rio Urtigosa, novamente rodeados de castanheiros.
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---Pelo caminho mais uma queda da treta do vitokorov, mas que lhe causou mazelas físicas e empeno do ferro do suporte do gps...

---Na subida, este troço tornou-se impraticável circular em cima das maquinas, uma vez que não possuem motor, para conseguir vencer aquela inclinação e as pedras espalhadas naquele carreiro, que até a descer não deve ser fácil.

---Quase a chegar ao Viveiro da Granja, abandonamos o trilho pedestre e continuamos pela encosta da Serra em direcção ao Merujal, pelo caminho da semana passada, desta vez, sem chuva.
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---Ali chegados, decidimos terminar o mini passeio, isto porque viemos acompanhados pelo manco do Marito de Miragaia...
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---Sem banho tomado, fomos até o centro de Arouca, deliciarmo-nos com a gastronomia local.
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---Pelo caminho dê-mos boleia a um rapaz até ao centro que nos indicou o restaurante o Parlamento, que deve ter apanhado o susto da vida dele com as brincadeiras abichanadas do Gigantones.

  • Inicio: 08h40
  • Terminus: 13h15
  • km`s: 30km