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03 agosto 2013

TRAVESSIA GAIA - FÁTIMA

08-06-2013


Pelos Caminhos de Santiago
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Tendo como grande motivação a preparação do
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e pegando na ideia bombástica do Leandro, decidi lançar o desafio aos meus companheiros de equipa para fazer a ligação de cerca de 240 Kms que separam a cidade de Vila Nova de Gaia e o santuário de Nossa Senhora de Fátima.
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Claro que o desafio era antes demais pessoal, uma vez que já tinha feito o caminho, mas dessa vez em duas etapas e ter recordações de grandes dificuldades.
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Lançado o repto, cedo alguns aventureiros se prontificaram a acompanhar-me, entre eles o Ricardo e o Bruno, o qual não pertence à equipa, mas é vizinho e amigo do Ricardo e outros ainda que foram roendo a corda e desistido da mirabolante ideia.
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Às 05H30 estava na Sra. do Monte (Serra de Canelas), local onde passa o caminho e de onde iríamos partir.

Ao principio ainda pensei que me tinha enganado, pois eles não apareciam, mas depois lá deram sinais de vida.

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O dia estava a amanhecer cinza, muito cinza mesmo e prometia chuva.
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Lá preparamos as bicicletas, eu uma Scott Spark roda 29’’ emprestada, o Bruno na minha Orbea e o Ricardo na sua Gary Fisher e partimos.
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Estávamos nós a chegar a Grijó e eis que a nossa amiga chuva decidiu fazer apresentações, mesmo a tempo da nossa 1ª paragem para pequeno almoço.
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A partir de Grijó, até Águeda tivemos sempre a companhia da chuva, umas vezes mais, outras menos, mas sempre presente.

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O caminho está muito bem marcado até Albergaria, principalmente e parte inicial de Gaia até à Vila da Feira, o que já não se pode dizer do resto do percurso, principalmente da parte final.
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Eu e o Ricardo tínhamos já alguns treinos de preparação para o EOX e isso refletiu-se na relativa facilidade com que realizamos o passeio, isto também aconteceu porque o Bruno sem treino, quebrou o ritmo e obrigou-nos a abrandar.
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Contudo quero aqui deixar uma palavra felicitação pela conquista e pela coragem e capacidade de sofrimento demonstrada.


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De toda a jornada o que mais se destacou foi o almoço de leitão na Mealhada por volta do meio-dia,
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alguns trilhos...
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a bela cidade de Coimbra,

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a visita às ruínas de Coninbriga,
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e como é óbvio a chegada ao Santuário, pelas 23H00, marcava o meu gps 232 Kms, onde depois de uma ligeira reflexão pusemos uma velas na capelinha.
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Eu tenho que ser verdadeiro e posso dizer que pus uma velinha para a Nossa Senhora ajudar os meus companheiros de equipa que têm medo de fazer coisas perfeitamente realizáveis, como ficou provado.
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Conforme combinado quando chegamos a Fátima já lá estavam os nossos homens da logística, Quelhas e Paulo, que também quiseram marcar presença nesta peregrinação, e nos trouxeram para Gaia novamente.
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Jorge Almeida

28 setembro 2010

MEALHADA - FÁTIMA

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O GANG voltou-se a reunir para dar continuidade ao passeio pelos caminhos de Santiago, mas no sentido contrário, ou seja depois presidente e o vice-presidente terem feito V.N.Gaia - Mealhada, num dos dias mais quentes do ano, tendo para isso bebido 10 garrafões de água, tal era a temperatura no meio do monte.
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Assim, esta etapa, teria dois significados: dar continuidade à travessia até então efectuada e outro um significado pessoal e religioso, ou seja, em virtude do acidente ocorrido ao Vitokorov, que estava neste dia marcada a sua cirurgia, ficando assim combinado quando chegássemos ao Santuário, colocarmos um vela pelo nosso amigo, pedindo ajuda divinal nesse dia difícil da sua ida.

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Depois de malas aviadas, partimos pelas 07H30, fazendo parte do pelotão, o Presidente (J. Almeida), Tojo (Vítor Santos), Márito Miragaia (M. Almeida) e o kiko (H.Santiago), em direcção à Mealhada, para início da travessia.
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Depois de barriguinha cheia, pois claro, porque este pessoal não se alimenta de barras, lá metemos “rodas” a caminho.
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Face ao calor existente, e em virtude de o caminho ser maioritariamente no meio do monte, um dos principais problemas foi ao nível da água, pois sentimos muitas dificuldades em encher os “bidons”, que mais pareciam estarem todos furados.
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Milagrosamente no meio do nada, encontramos um livraria, que simpaticamente a sua responsável, os encheu, aproveitando esta altura para “sacar” umas nozes e figos ao Kiko, que religiosamente leva nos nossos passeios.
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Por esta altura recebemos a notícia que a cirurgia do Vitokorov tinha sido adiada sem data marcada, continuando contudo concentrados no objectivo que anteriormente tinha sido traçado.
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Claro que houve tempo para as fotos da praxe, desta feita, no famosíssimo Portugal dos Pequeninos – Coimbra, onde em tempos fiz segurança à porta, onde eu era um “bicho” autêntico, tendo em conta o “cabedal” que tinha e as pessoas que o visitam.

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---Dali seguimos até as ruínas em Conimbriga.
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Por estas andanças já o Mário perguntava, “Quantos kms faltam até Fátima???”, pergunta esta que fez dezenas de vezes ao longo do dia, já que esteve sempre atento, para poder atacar na recta da meta e ganhar assim o spint e levar a camisola branca.
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Já com cerca de 60Km efectuados e com uma boa porrada nas pernas, encontramos um restaurante, que na altura pensei ser uma miragem, aproveitando de imediato para uma pausa para uma alimentação mais consistente, tendo o pessoal optado por bifes com cogumelos, tendo o presidente, para ser diferente, escolhido Bacalhau, refeição facilmente digerível, para fazer os restantes 80km.-

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Aqui, já os elementos do “carro vassoura”, compostos pelos habituais Narciso e Mendes , estavam em constante contacto telefónico, para aferirem a nossa localização, mas como o nosso “índio” de serviço era o Gigantone (S. Jorge), tudo seria de esperar.
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Deu para sentir a força dos fogos e a destruição que conseguem provocar, passando por autenticos locais, todos pintados de cinzento e preto...muito triste..., onde junto a Penela, num single-track e com muita admiração nossa, o Rio Corvo encontrava-se seco, exitindo apenas terra e pó, em vez de água.
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A determinada altura e quando fazíamos uma passagem por uma residência, no meio do nada, 4 crianças encontravam-se a brincar numa piscina, e mal nos viram, em coro começaram a dizer “estão perdidos, estão perdidos”.
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Das duas três, ou aqueles miúdos nunca viram naquele local malucos de bicicleta, ou estávamos mesmo perdidos, e aí então estava na altura de tirar o escalpe ao “índio”.
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Já com 90km nas perninhas, fizemos uma breve paragem num café, para o Kiko, derreter uma grade de águas com gaz, pois o almoço tinha “caído” mal, sabem porquê????? Acertaram, ele tinha enchido as velas de cerveja e depois não se aguentou das canetas.
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Já com a noite a cair, a fome apertar e as pernas a fraquejar, sabíamos que o bom ainda estava para vir, ou seja, subir a última parede até ao Santuário.
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Com muita força e sacrifício, pelas 20H00, chegamos ao objectivo final, ou seja o Santuário de Fátima, onde cada um teve oportunidade de na sua crença e devoção, fazer o seu momento de retiro espiritual, que aquele local propicia.
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De seguida fomos pedir autorização ao Posto da GNR de Fátima, que prontamente nos cederam as instalações para tomarmos banho e assim prepararmos para a fase seguinte, ou seja o jantar, que estava programado para ser na Mealhada.
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Em virtude de ter esquecido dos calçoes no carro do Kiko, que estava estacionado na Mealhada, fui obrigado a sair do mesmo, de cuecas, contudo foi devidamente disfarçado, pois mais parecia uns calçoes curtos.
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Depois de muita discussão, o que é normal no grupo, foi decidido jantar por Coimbra, prevalecendo a vontade doo ao kiko, especialista em gastronomia e conhecedor dos melhores 10 restaurantes do país.
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Diga-se de passagem que comemos muito bem, o Kiko nunca se engana, fartando-me de comer Picanha.
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Demoramos assim para efectuar os 140 Km entre Mealhada e Fátima, pelos Caminhos de Fátima, cerca de 11H00, ficando para a posteridade as fotos e amizade, e, desta feita também o dever de missão, que une este grupo e esta Equipa – ECOBIKE.
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"Só eu sei porque não fico em casa"
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-Ass. TOJO
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31 maio 2010

IV TRAVESSIA GAIA/FÁTIMA


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---A tradicional travessia de cicloturismo (estrada) entre a cidade de Vila Nova de Gaia e o Santuário de Fátima, realizou-se este sábado com a presença de 18 atletas.
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---Uma fraca participação, graças a sua exª o Presidente Jorge Almeida, pois enquanto responsável por este evento não se empenhou devidamente na divulgação do mesmo, isto porque se encontrava em viagem de lua-de-mel, num cruzeiro pelo Mediterrâneo...aaah.
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---Não obstante, revelou-se um excelente dia de cicloturismo graças aos atletas presentes, alguns dos quais repetentes neste evento, com temperaturas agradáveis e sem qualquer incidente.
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---Pelas 07h15, os ciclistas iniciaram a peregrinação, na marginal da praia de Gaia, infelizmente, este ano sem presença feminina.
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---As paragens ocorreram dentro da normalidade, com a primeira para pequeno almoço em Estarreja, por volta das 09h30.
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---O tempo esteve excelente para a modalidade (temperatura amena e ausência de vento), pelo que não foi necessário andar numa azafama a entregar água ou sais aos participantes.
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---Com o aproximar da hora do almoço o calor começou apertar e assim começaram as primeiras solicitações de água.
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---Mal atravessamos o rio Mondego, pela ponte da Figueira da Foz (ponte Edgar Cardoso), foi tempo de nova paragem, desta vez para almoço, lanche, pão com febra, croissant, cervejinha e banana, que até o fotografo se esqueceu das fotos...
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---Após uma hora de descanso (13h00/14h00), voltamos a estrada, a um ritmo moderado para fazer a digestão e enfrentar a subida, numa recta interminável e mais 49km até Leiria.
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---Pelas 15h50, chegamos à cidade do Lis e como seguimos a bom ritmo e sem profissionais na frente do pelotão a tentar fugir e a pedido de vários fizemos mais uma paragem, que não estava no programa, para um kitkat, junto do rio, num jardim do centro da cidade.
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---Pelas 16h30, voltamos as bikes, para começar a subir em direcção ao hospital.
---Foi sempre a dar-lhe pela longa subida para Santa Catarina da Serra, com um bom andamento e sem desistências.
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---Chegada ao santuário por volta das 17h30, com 7h00 de pedaladas e cerca de 2h15 de paragens.
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---Tempo livre para cada um fazer o que a sua consciência ditou, acender velas, rezar, visita ao santuário, comprar lembranças, descansar e por fim as fotos de grupo/individuais.
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---Seguiram-se mais 3km até o local de banho.
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---Por fim o jantar para repor energias, em que realço a parte das sobremesas...uma mesa tipo buffet livre....uma fartura de calorias.
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---Terminamos com um pequeno sorteio de brindes, oferecidos pelas Bicicletas Coelho - Matosinhos e pela Halibut, com embrulhos impróprios para o local, de categoria XXX.
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---Desta vez o regresso foi efectuado numa camioneta turística em vez da VIP do ano anterior, mas com lugares de sobra.....3 por participante.
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---Os primeiros minutos foram de galhofa, mas rapidamente acabou numa soneca colectiva...
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---O nosso agradecimento a todos que participaram e tornaram este evento num excelente dia de convívio e talvez na melhor travessia Gaia-Fátima.
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