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03 maio 2013

SERRA D` ARGA

Este sábado o passeio foi decidido pelo critério "descoberta de belezas naturais"...


Objetivo visitar a cascata do Pincho e a queda das Águas das Penas (nome retirado da net, em pagina não oficial) na SERRA DE ARGA.


Iniciamos o passeio em Vila Praia de Âncora, percorrendo tranquilamente os primeiros quilómetros pela ciclovia, denominada "Ecovia do Atlântico",


que não se entende a utilidade, a não ser constar que existe uma via para bicicletas nesta autarquia e para gastar dinheiro público, num troço de 1,7km...

 

pelo Caminho Português da Costa (SANTIAGO), 

e junto ao mar e do seu extenso areal, 



onde se pode ainda observar o Forte do Ínsua.

Entramos na Mata Nacional do Camarido, 164 hectares de floresta mandada plantar há seis séculos pelo rei D. Dinís.


 

Uma espécie de bosque encantado, com imensos trilhos sinuosos, por entre as muitas árvores, a erva e alguma areia vinda da praia de Moledo.




Saídos da mata diretos para a foz do rio Minho 

 


Chegados a Vila Nova de Cerveira, foi tempo para pequeno almoço, por isso escolhemos a Praça Central ou Largo do Terreiro, tipo turista, com o presidente a comer bolo de faca e garfo (muito style).




Depois do Couto por a conversa em dia com alguns moradores seus conhecidos, seguimos viagem...



Chafariz - mandado construir entre 1551/1553, pelo mestre vianense João Lopes Filho, de estilo renascentista, assente em plataforma circular velada por balaustrada de ferro.



Torre do Relógio (Porta de Viana) 
Parte integrante das muralhas, mandada construir no século XII. 

A Torre do Relógio é a única torre que existe em toda a sua pureza. 
Voltada a sul, esta torre designava-se Porta de Viana, por constituir uma saída em direção a Viana do Castelo. 

Após a Restauração D. João IV mandou colocar sobre a porta uma imagem de pedra da Virgem da Conceição. 
De planta quadrada, é constituída por dois pisos, e é atualmente o único torreão remanescente do castelo de Caminha. Em 1673 no cimo da torre foi colocado o relógio que lhe viria a dar o nome. 

Alguns quilómetros por estrada até a freguesia de Escusa, onde começamos a subir para a serra.



Um estradão com alguma pedra e muita vegetação




No alto da serra, um estradão largo, onde podemos contemplar o Vale do Lima e do Âncora em todo o seu esplendor.





Neste local encontra-se a Capela Senhora das Neves, com um parque de merendas, que aproveitamos para mais uma breve paragem, para fotos e um kit-kat.




Na localidade de Boucinha, uma estrada tipo calçada romana.




Depois segui-se um caminho pedestre, 





que passava no vale do Mosteiro de Arga, com mais uma queda de água, mas que não encontramos um caminho para aceder à mesma. 

Uns breves momentos para uma conversa com uma senhora muito simpática.

Chegado ao primeiro objetivo a queda das águas das Penas, do Ribeiro d`Arga, deparamo-nos novamente com obstáculos naturais, muita vegetação e terreno íngreme para chegar à cascata. 



Ainda tentamos, mas acabamos por perder mais de trinta minutos, no meio dos arbustos de grande dimensão, para conseguir uma foto da queda de água, mas a grande distancia.



Acabamos por desistir e tentar outra abordagem, seguindo por um caminho pedestre.







E lá encontramos a queda de água.
 






Depois optamos por sair do trilho traçado, para encurtar o trajeto,



 e acabamos num carreiro sem saída, salvo atravessando um ribeiro e muita vegetação.




Por isso, lá tivemos de voltar atrás.

Subimos até aldeia de Gandara - Arga de Cima, onde se encontram os moinhos e a capela, mas voltamos ao ribeiro,
mais um trilho "sem saída .  



Deste modo, fomos ao único tasco da terra, para ganhar forças para a subida.  




Em direção ao Parque Eólico de Arga, por estradão em gravilha. 






Nos quilómetros que seguiram foram vários os pequenos grupos de garranos que vimos.



 



Quando estávamos quase a chegar ao santuário e com estrada à vista, o Jorge decidiu seguir por um estradão que acabou em montanhismo, por cima de pedras, para chegar ao mesmo sitio, só que, pelo caminho mais demorado.
  


Depois de dois dedos de letra com uns caminheiros, que ali faziam pausa para um lanche... 


 



seguimos caminho, sempre a descer por estrada e a grande velocidade... 

 


Como o vitokorov é de muito sustento, lá tivemos de fazer mais paragem, para uma ida a um café. 


Daqui até a queda de água foi um instante, porque o estradão em terra era sempre a descer.





Bem gostava de ter ido a banhos, mas teve de ficar para outra visita, quiçá no próximo verão. 




Cumprida a missão, estava na hora de regressar a Vila Praia de Âncora.

 

Pelo caminho a prova que todos os caminhos vão dar a Roma.



À chegada foi feita ao sprint...mas ainda deu tempo para fotos de património histórico (Dolmen da Barrosa).




Por fim o banho nos Bombeiros Voluntários, que em Julho, vão organizar uma mega maratona de BTT.

Infelizmente, não se seguiu o jantar, porque o Vitokorov, tinha compromissos na Invicta. 


21 setembro 2012

SERRA DE ARGA

12-09-2012

Vila Nova de Cerveira - Vila Praia de Âncora

Olá a todos

A ideia para este passeio partiu de um amigo que embora ande de bike, não se mete em grandes cavalgadas, mas que certo dia em conversa informal, me falou numas cascatas no Rio Âncora, situadas perto da aldeia de Montaria, no sopé da serra de Arga.


Toca a pesquisar no gpsies e ver o que se podia fazer e visitar para além das lagoas e cascatas tão peculiares do nosso Minho, mais concretamente no rio Âncora, na vertente sul da Serra de Arga. 

Lá engendrei um percurso a começar em Vila Nova de Cerveira e a acabar em Viana do Castelo.



Apanhamos o comboio às 08H10 (com 15 minutos de atraso) em direcção a Vila Nova de Cerveira.

Primeiro episódio quase hilariante, iamos nós na carruagem «reservado Ecobike», muito sossegados na parte de trás do comboio e eis que, em Nine o comboio é literalmente invadido por ciganos Romenos e para nosso azar duas ciganas e respectiva prole (um rapazito e uma rapariga) se acomodam no nosso privado. 

Azar dos azares, as janelas deste comboio não abrem e então foi necessário recorrer as bombas nauseabundas do Sérgio, para tentar um equilibrio de odores. LOL... 

mas a coisa não ficou por aqui, passado pouco tempo aparece o pica que nos pediu logo ajuda, pois aquela gente tenta sempre furtar-se ao pagamento dos bilhetes. Lá tivemos que usar do 1,90 do Mário para os convencer... LOL e não é que pagaram mesmo, custou mas pagaram... chegada a Cerveira às 10H00, reforço de pequeno almoço e ala moleiro que se faz tarde.

Logo à partida fiz um desvio ao track original e decidimos subir um monte que domina a paisagem sobre a foz do rio Minho, onde existe um Cervo. 

Segundo episódio caricato, ao mesmo tempo que nós, chegou um amigalhaço, com a casa ás costas (mochila, bem entendido), o qual a nosso pedido, nos tirou duas fotos e trocou connosco algumas palavras. 

Diz ele que era de Torres Vedras e vinha a pé de Espanha, não tinha destino, que a sociedade estava podre e que a natureza era das únicas coisas boas. 

Disse ainda, que o que aproveita desta sua passagem no nosso querido planeta, são umas brocas que fuma e que tudo o que necessita lhe vem parar às mãos. Uma forma diferente de encarar as coisas sem dúvida.

Claro está que este inicio do passeio foi duro, com uma subida constante, mas que se fez bem por ser em asfalto.

No cimo da ascenssão passagem, pelo Convento San Payo, fundado nos fins do séc. XIV por religiosos provenientes da Galiza, pertencentes à Congregação dos Frades Menores de S. Francisco, foi o quarto Convento Franciscano a ser construído em Portugal. 


As asperezas do isolamento, os sucessivos saques e imposições políticas ao longo dos séculos, contribuíram para que o convento progressivamente caísse em ruínas e finalmente abandonado em meados do século XIX. 

Até que um dia o Escultor José Rodrigues o (re)encontra …

Pelo cuidadoso restauro de que foi objecto, o Convento constitui um museu em si, por conservar e patentear um espécimen raro de arquitectura conventual e de franciscanismo observante.
Habitado por uma das mais notáveis referências da arte portuguesa contemporânea, tornou-se uma espécie de museu - atelier.
A colecção de esculturas, desenhos e pinturas, de propriedade do autor que o integra, num acervo de algumas centenas de peças, permite ao visitante conhecer melhor a obra de José Rodrigues.
O Convento San Payo promove visitas e oficinas de sensibilização à Arte e Natureza, que têm como ponto de partida as colecções e obras do Escultor José Rodrigues.

Depois, foi a bela da descida até uma povoação perto de Vilar de Mouros, onde fizemos uma breve paragem num café local para comer e hidratar. 

Quando consultei o nosso bruxo GPS, constatei que estavamos novamente á cota do mar e a uns meros 10 kms do ponto inicial.

Percorremos alguns trilhos sobranceiros ao Rio Coura, onde imperava o verde tão carateristico do Minho.
Mas esperava-nos uma bela subida, que nos levou ao parque natural Serra de Arga foi aqui que as nossas pernas foram postas à prova e elas não falharam.


E é aqui, nesta serra de lendas e de muitas histórias que está situado o santuário da Nossa Senhora do Minho. 


Um local onde todos os anos no dia 01 de Julho, se cumpre uma peregrinação. São muitos os peregrinos que neste dia, alguns de véspera, sobem a serra para ir ao santuário da Senhora. 

Peregrinação que é feita, a pé, pela serra, terminando no airoso santuário, no alto da montanha, a 700 metros acima do Atlântico e de onde se pode ver uma das mais esplendorosas paisagens de todo o Minho.

Do cimo da serra era possível ver em toda a sua plenitude o vale do Lima desde ponte de Lima até Viana do Castelo.

A hora já apertava para chegarmos ao destino que nos tinhamos proposto, não se perdeu tempo e encetamos logo a vertiginosa descida, que nos conduziu à localidade de Montaria, onde existiam as cascatas no Rio âncora, que não pudemos procurar por motivos óbvios.

Um pouco mais á frente, chegados ao cruzamento do Chão da Pica e após consulta das placas ali existentes, verificou-se que estavamos a 14 Kms de Vila Praia de Âncora, a hora apertava,o Marito estava com a língua de fora, o Sérgio e o João também davam sinais de já estarem satisfeitos, vai daí, toca a ignorar o bruxo e seguir por estrada para Vila Praia de Âncora.


Foi como se me arrancassem as unhas dos pés com um alicate de pontas, mas acedi porque a parte final do trajeto era a ciclovia que liga Ponte de Lima a Viana e já estou um bocadito farto de aí pedalar.


Resumo do passeio: Mais um excelente dia de btt em companhia mais excelente ainda.

Presidente
Jorge Almeida