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06 junho 2011

TRANSPORTUGAL


Na companhia de 11 fantásticos amigos de viagem começamos a nossa odisseia num dia de sol bonito e com temperatura excelente para pedalar.

1º dia - Bragança - Sendim

Saímos do hotel cerca das 8.30 para a foto da praxe



e logo começamos o aquecimento durante cerca de 3 kms logo seguidos da entrada na montanha frente a cidade de Bragança começando logo ai a subir ate dizer basta .

Começamos o tal empeno (brincadeira este grupo esta muito bem preparado ) 10 minutos a seguir e logo furo caracterizado pelo herói e recordista em furos



Paragem para olhar para a cidade que já estava na nossa frente bonita de se ver , como pano de fundo já víamos o famoso castelo.



Seguimos para a montanha e logo vão aparecendo os campos cultivados bonitos de se ver com o silencio da montanha envolvido pelo som do chilrear dos pássaros pela manha que dão aquele toque que dá sentido a natureza que tanto gostamos e que sentimos como parte de nós isso também e o BTT que gostamos.



Logo atingimos o topo da primeira montanha com estradões de perder de vista nos topos de montanha, com as paisagens envolventes de encher o olho passando por aldeias tipicamente nortenhas com o agrado das pessoas ao ver-nos passar encorajando-nos com palmas e vivas ,falando connosco, inclusive oferecendo comida e também vinho(típico das gente simpática e hospitaleira do norte).



Bonito de se ver e que ficará para sempre na memoria de quem fez esta pequena aventura .

Chegada a Sendim por volta das 18.00 H com alegria da etapa comprida sem incidentes e com alegria de um dia bem passado na montanha com trilhos fantásticos subida e descidas vertiginosas de fazer crescer aquela adrenalina.

Dados da etapa:

Kms------ 90,77

Vel Max- 49,5 Kms.H

Tempo -- 9,25 Horas

Acumula- 2388 Mts


2ª Etapa – Sendim/Figueira Castelo Rodrigo



Começamos logo pelas 8.30 duma manha bonita de sol a iluminar bem a montanha para agrado dos nossos olhos e do nosso corpo com simpáticas temperaturas .

Começamos a sentir uma ligeira alteração na paisagem um pouco mais montanhosa com estradrões muito arenosas com o saibro amarelo capazes de não deixar rolar as bikes.

Passagem por aldeias ainda mais pequenas características das zonas mais internas da montanha caracterizadas por passagem quase sem avistar ninguém porque a população esta nos campos no seu dia a dia, só vemos os velhinhos que já não podem trabalhar e os cães que vão fazendo aquele alarido à nossa passagem.

Durante a tarde começa a descida por uma das zonas consideradas por muitos das mais bonitas paisagens do douro vinhateiro.

A descida até Barca Dàlva por entre paisagens fantásticas com montanha dos dois lados e o Douro ali por baixo a entrar em Portugal vindo de Espanha ali a dois passos com as encostas da vinha a começar a folhear de verde e o xisto aquecer o chão de tal forma que sentimos o calor vindo do chão a irradiar.

Paisagens que merecem a nossa contemplação para nunca mais esquecer, mais uma vez de lembrar aquelas gentes com a simpatia que lhes é comum e hospitalidade que transmitem sempre que parava-mos para perguntar algo rematavam logo com perguntas e as normais ofertas características dessa gente (sempre vinho).


Dados da etapa:

Kms --- 108,1

Vel. Max—52Kms H.

Tempo --- 9.05 Horas

Acumulado – 1978 Mts


3ª etapa- Figueira Castelo Rodrigo/Guarda

Esta etapa começamos um pouco mais tarde por necessidade de pequenas reparações nas bikes fruto de dois dias penosos principalmente para os travões a precisar de óleo por terem aquecido de mais e frito o óleo que continham.

Um dia um pouco mais enublado adivinhar chuva mas que se foi aguentando ate ao final sem ela.

Embora sendo uma etapa mais curta foi sempre muito montanhosa a aproximação a Serra da Estrela com pequenas montanhas sempre a subir.



Para aquecimento uma parede com cerca de 200 mts de acumulado que nos deixou um pouco kO e logo uma descida.

Pelo meio uma montanha que no GPS dava o caminho correto e graças a desertificação do interior e por terem deixado de cultivar alguns campos os caminhos foram tapando e não deixaram por onde passarmos.

Resultado uma hora de atraso a partir mato para passar até encontrar um caminho transitável e muitas arranhadelas nas pernas mais parecendo tatuagens vermelhas .

Final fantástico com vista ao longe da Guarda com descida por pequeno estradão com vegetação envolvente sempre com velocidades a rasgar.

Dados da Etapa:

Kms – 72,67

Vel. Max-44,8 Kms H.

Tempo-7,16 Horas

Acumulado – 1249 mts


4ª Etapa-Guarda/ Torre(Penhas da Saúde)

Etapa aguardada com grande ansiedade por ser a ultima e logo deixar saudades pelos dias bem passados e porque com o acumulado previsto ser muito penosa depois de 4 dias a andar.

8.00 horas da manha chuva á saída adivinha-se um dia difícil .

Primeiros 35 kms em estrada até Manteigas com chuva e vento sempre pela frente .

Molhados e gelados até aos ossos estes bravos betetistas começam a subida a torre por um caminho de terra mais estilo lamaceiro pegajoso que se parava de pedalar logo parava a bike.

Sempre na presença da chuva e névoa que nos acompanhou até ao cimo da montanha prejudicando o dia em termos de visibilidade e deixou marcas em alguns aparelhos electrónicos que levávamos ao ponto de acabar com algumas maquinas fotográficas que encheram de agua tipo aquário.

4 horas de subida com agua em cima a aumentar o nosso peso temperaturas baixas ao ponto de nem as pernas aquecer, mas satisfaz-nos o que vemos porque a serra é bonita .

Fica a vontade de lá voltar e subi-la, mas com um dia de sol.

Dever comprido mal chegamos as Penhas da Saúde directos ao Hotel e banho quente porque estávamos perto do linear da Hipotermia.

Dados da Etapa:

Kms—61,35

Vel. Max- 43,7 Kms H

Tempo—5,27H

Acumulado—1700 Mts

Dados a referir

Durante os 4 dias o espírito de equipa prevaleceu no grupo o que deu mais alegria aos trilhos e emoção.

Passagem por locais únicos de cortar a respiração, com paisagens fantásticos e so ao alcance de quem por lá passa a pé ou de bike com trilhos capazes de satisfazer qualquer betetista que disto goste.

De referir a gastronomia que desde o primeiro dia em Bragança até ao ultimo em Valhelhas teria de me esforçar muito para decidir qual deles o melhor.

Tenho de dar os parabéns a quem os escolheu nomeadamente alguns pratos, posta mirandesa, arroz de costelinha, arroz de cogumelos, vitela estufada, costoletas de cordeiro, choletao de vitela, febras de porco (tipo manteiga divinal) entre outros que teria de enumerar no final do esforço balanço 1 kg a mais hihiihihhii.

Fomos muito bem recebidos em todos os hotéis onde pernoitamos e simpaticamente bem tratados.

Parabéns a todos os participantes e á organização estivemos todos muito bem.

Ass. António Monteiro

02 outubro 2008

MONTESINHO

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-----Pois é… lá aceitei o convite do editor do blog e vou relatar o mais pormenorizadamente, como é habito cá do sitio, a epopeia com contornos de tragédia Grega, pelo menos para mim, que foi esta incursão pela região do nordeste transmontano nomeadamente Bragança e mais concretamente o Parque Natural de Montesinho, que foi onde comecei e acabei (moribundo) a grande ou não travessia do referido parque em btt.
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No sábado de manhã e com os pequenos atrasos que se verificam sempre as partidas madrugadoras 7h30m eram a hora prevista, lá seguimos viagem sem “imprevistos”.
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Transposta a serra do Marão e de mais ou menos duas horas e meia de viagem de carro chegamos a Bragança.
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A pensão já estava reservada, depois de tratadas as formalidades foi altura de retemperar forças com um pequeno-almoço e de comprar um reforço alimentar para mais tarde, que já se sabe quem vai para sítios isolados avia-se em terra, que quase levava a falência o pessoal tal a inflação que se regista para aquelas bandas.
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Com o estômago reconfortado e com um plano mais ou menos elaborado começamos então os preparativos logísticos, e partimos ainda de carro em direcção a França,



pequena localidade situada no P. N. M.
-----Como é que se levam três bikes e três ciclistas num carro comercial? Em transgressão …. Mas com cuidado para ninguém ver muito menos as autoridades, como não podia deixar de ser acabamos por nos cruzar já muito perto do sitio onde íamos deixar o carro com uma viatura das forças policias, numa altura em era suposto o terceiro elemento estar escondido na mala e não a espreitar como se nada fosse, no entanto foi só o susto apesar da muita preocupação do nosso agente numa suposta perseguição que as pacatas forças policias iriam encetar, mas foi só mais um “imprevisto” que felizmente não teve consequências.
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Bom tudo apostos para começar a andar de bike, surgiram algumas duvidas sobre qual o melhor trilho para iniciar o passeio, duvidas??? Então a tecnologia??? O GPS??? O homem do GPS descarregou tantos trilhos que o GPS estava confuso e não se conseguia orientar, ou seria o homem que não conseguia ler o GPS, o material tem sempre razão foram descarregados trilhos a mais…mas depois de perguntar aos locais qual seria o melhor trilho a seguir lá nos deram a informação e depois das fotografias da praxe, lá partimos por volta das 11h45m serra acima.
-----Já estávamos avisados pelos populares que seria sempre a subir


e o Pedro que o diga, que aprecia mais as descidas.
-----Mas era um bom trilho a paisagem era agradável e tinha vários motivos de interesse entre uma fotografia ou outra estávamos a andar a uma média inferior ao previsto dada a inclinação média ser considerável.
-----Ao fim de alguns quilómetros sempre a subir chegamos à aldeia de Montesinho.




ex-líbris do PNM altura para uma primeira paragem para repor líquidos,

a clássica Coca-Cola e reconfortar o estômago, paragem fatídica para mim, foi onde comecei a ter os primeiros sinais de que alguma coisa não estava bem no meu organismo, nada bem mesmo.
-----Depois de um breve reconhecimento pele aldeia e mais umas fotos,


fizemos umas perguntas para nos orientarmos, tendo deixado a aldeia em direcção a barragem de Montesinho por um caminho pedestre, mas ciclável, que mais uma vez e avisados pelos populares experimentamos a dureza da subida, para mim fatal mesmo.



-----Quando finalmente atingimos o cume cerca de mil e alguns metros de altitude e avistamos a barragem



foi o colapso total do meu treinado corpinho (não fosse eu estudante de medicina…, como dizia o outro) já muito habituado a dureza do btt .

A falência do meu sistema de defesas e resistência era evidente para mim, não podia continuar, de rastos fisicamente e devastado psicologicamente era o fim da travessia para mim por muito que me custasse não tinha condições para continuar, nem para sair dali por meios próprios o que lamentavelmente ia condicionar inevitavelmente o resto do passeio dos outro colegas, são os tais “imprevistos” que acontecem e desta vez aconteceu-me a mim.

-----Foi necessário o Pedro ir buscar o carro para me tirar dali, enquanto esperava ainda tive tempo de vomitar e de quase morrer de hipotermia, de salientar o auxilio de dois trakers que por ali passavam que prontamente se disponibilizaram para me prestar auxilio, aqui fica o meu agradecimento sejam eles quem forem o meu muito obrigado.
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O resistente Vitokorov apesar de entretanto ter avariado a sua bike não desistiu de dar mais umas pedaladas pelo PNM e foi até Bragança a pedalar na bike gentilmente cedida pelo Pedro, são os incontornáveis “imprevistos”.

-----Depois de ter tomado um banho reparador e de ter dormido uma soneca retemperadora lá arranjei forças para regressar a casa, na ressaca de tudo isto ainda arranjei uma infecção na perna esquerda que me pôs de molho uns dez dias, foi da maneira que arranjei tempo para escrever estas linhas.
-----Abraços e até a próxima aventura bttistica…

Assinado: Rui Silva


Parque Natural de Montesinho

Porto - Bragança = 217 km
Lisboa - Bragança = 306 km

É um dos maiores parques naturais dos 12 existentes no país e foi criado em 1979.

Tem uma forma rectangular e situa-se no topo Nordeste de Portugal, na Terra Fria Transmontana, fazendo fronteira com Espanha, a 4km da cidade de Bragança.

Com 92 aldeias, entre as quais a célebre Rio de Onor, metade portuguesa, metade espanhola, onde ainda hoje funcionavam vários equipamentos comunitários.

Perto da aldeia de Guadramil existe uma das maiores comunidades de lobos da Europa.

Na aldeia de Montesinho, bem no coração do parque, a uma altitude de 1100mt, as casas foram recuperadas, mantendo os traços tradicionais, com telhados em lousa, onde a neve escorre no inverno. 

No parque destacam-se dois grandes maciços existentes, a Oeste a Serra da Coroa e a Este a Serra de Montesinho.

Área: 74.230 hectares
Habitantes: 9.000
Altitude:
máxima = 1486 m
Foi há uns anos atrás que estive neste magnifico parque, com paisagens de beleza extraordinária e que felizmente as condições para o turismo, aumentaram e melhoraram consideravelmente.

O que eu não pensava ver neste local eram as ventoinhas, ou aerogeradores, apesar das vantagens para obtenção de energia e ecológicas. Já não existe monte que escape a estes equipamentos, que na minha opinião (Vítokorov) afecta a beleza da paisagem...