26 outubro 2013

ALENTEJO DOS CASTELOS


A magia do Alentejo encontra-se com um infinito prazer em todos os lugares.
 

Desta vez, e para celebrar o Dia Nacional dos Castelos, que teve lugar a sete de Outubro, deixo aqui alguns Castelos, fortes e vilas fortificadas espalhados pela Alentejo, testemunhos da memória coletiva dos povos, que visitei este verão.


Desta vez, não tive a companhia de outros ecobiker`s, por isso escolhi um percurso  tranquilo, e em grande parte por estrada.



O objetivo era revisitar património edificado, cada um com a sua singularidade histórica e enquadramento paisagístico, de forma activa, pedalando pela natureza, nas proximidades do maior lago artificial da Europa.


Estando hospedado na bonita vila medieval de Monsaraz, tinha de começar o passeio no interior da muralha,


no cima de uma pequena colina, nas margens do Alqueva.


Depois de uma sessão fotográfica no castelo, nas pequenas ruas no interior da muralha, e um longo período a contemplar a paisagem em redor da vila,


acabei por cruzar-me com os amigos Kunalama, que se encontravam ali para iniciar mais uma etapa da travessia de btt entre Bragança e Sagres (sem foto desse encontro).

 


Inicio da viagem por estradas municipais e estradões em terra, com passagem por pequenas localidades, de forma a visitar três locais com monumentos megalíticos, o menir da Bulhoa, do Outeiro e o Cromeleque do Xerez.

Próxima paragem a vila alentejana de Terena


Também conhecida por S. Pedro ou São Pedro de Terena.



Entrada do antigo castelo, situado em posição dominante, no alto de um monte.


passear a bicicleta pela muralha...


restam apenas as paredes do castelo com formato pentagonal irregular, com quatro torres de planta circular dispostas assimetricamente.


A vila de Terena desempenhou um importante papel de defesa fronteiriça, através do seu castelo, que integrava a linha de defesa do Guadiana.

 

Na tranquilidade do alentejo...uma pausa para descanso à sombra da igreja (fechada).

 

As casas caiadas de branco com rodapés das portas e janelas pintados de outra cor, com muitas flores, de várias cores, em vasos na frente das casas.



Ao fundo a barragem de Lucefecit, para regar os campos agrícolas.



Percorridos 13km cheguei a Alandoral, que segundo consta deve o seu nome ao facto de neste concelho crescerem aloendros, cuja madeira é usada no artesanato local.

O castelo  e a torre do relógio sobressaem do casario envolvente.


Mais uma porta fechada.


Assim sendo, a visita foi só para fotos e para mais um passeio pela muralha, edificada por D. Dinis e concluída em 1298.


A Torre do Relógio.

Como já conhecia bem esta localidade segui rapidamente para a Fortaleza de Juromenha.


Depois de 17km por estrada entrei no forte.


Das oito fortificações por onde ia passar o meu passeio, apenas esta e a de Noudar, que iria visitar no dia seguinte, não conhecia, pelo que entrei com a expectativa de ser agradavelmente surpreendido, apesar de saber que o edifício se encontrava abandonado.


Lamentávelmente, não gostei nada desta visita, pelo estado de degradação em que se encontra.

No interior da fortificação existem duas igrejas (a da Misericórdia e a Matriz), a cadeia (edifício cuja configuração atual data do século XVII), os antigos Paços do Concelho, cuja fachada ruiu um 1930, diversas ruínas pertencentes ao aglomerado urbano e a antiga cisterna de planta quadrangular.

Para esquecer este cenário triste perdi-me a tentar imaginar a vida que ali existiu.


Felizmente, no fim a visita valeu pela paisagem espetacular do rio Guadiana.


O regresso não teve grande história, pois foi sempre por estrada até o local de partida, onde cheguei com 83km nas pernas.
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No dia seguinte repeti a dose, mas desta vez para sul, saindo de Monsaraz em direção a Mourão, sempre por estrada, porque era necessário atravessar o rio para a margem esquerda.


Uma região de grande beleza natural e de tranquilidade...


Fui direto ao castelo, que ocupa uma posição dominante sobre a antiga vila medieval.



Ao fundo (a norte) vê-se o castelo de Monsaraz


Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias construída no séc. XVII


A vila observada do castelo.

Seguiram mais 8km até aldeia da Luz, que ficou conhecida após a construção da barragem de Alqueva, que obrigou os seus moradores a serem realojados, numa nova aldeia da Luz, que foi construída de forma a manter as caracterisiticas da antiga, que foi  submergida pelas águas do Guadiana.


Entrada na aldeia.


Atravessei a aldeia em direção ao museu, situado ao lado do grande lado e cujo espólio foi construído com base em objectos dos habitantes dessa aldeia.



Junto deste fica o cemitério e a Igreja da Nossa Senhora da Luz, ambos transladados da antiga aldeia.









Seguiu-se uma longa travessia por estrada até Barrancos (50km), onde esperava visitar um extraordinário castelo, num local recôndito.



Ao chegar a cidade celebre pelos touros de morte, segui direto a placa de sinalização do castelo de Noudar.


Depois de atravessar a ponte estreita sobre a ribeira de Murtega, comecei a subir por um estradão em terra, que continuou até ao castelo, sendo no inicio a inclinação mais acentuada.

Quando já pensava estar perdido lá apareceu uma placa com indicação de Parque de Natureza de Noudar (Herdade da Coitadinha), que desconhecia por completo.



Finalmente lá cheguei ao castelo, situado junto à fronteira espanhola, num local de beleza natural ímpar.



Limitado pelo rio Ardila a Norte e a Sul pela ribeira de Múrtega.


Disputadas com mouros e depois com castelhanos, estas terras foram primeiro conquistadas pela coroa portuguesa em 1167.
A pequena vila empoleirada sobre uma colina rochosa, sobranceira à foz da ribeira da Múrtega e do rio Ardila, foi atribuída por D. Dinis à ordem de Aviz, em 1303, sob condição que a envolvesse por um castelo.
O castelo esteve alternadamente em mãos portuguesas e espanholas até 1715, quando foi de vez integrado em território nacional.
Data daí por ironia o início do seu eclipse e nem a circunstância de ter sido declarado monumento nacional em 1910 impediu que fosse devassado.
Foi preciso esperar pelo início dos anos 80 para se dar início à recuperação da construção medieval, mantendo-se, porém, em aberto, a disputa sobre a sua propriedade, só resolvida em 97, quando a EDIA comprou o terreno e atribuiu o monumento à edilidade de Barrancos.



No Parque de Natureza de Noudar os trilhos permitem uma utilização pedestre ou de btt num enquadramento natural de rara beleza.


Naquele momento só queria entrar no castelo de Noudar para o conhecer, e a seguir partir à descoberta deste recanto do Alentejo.



Sinalização de alguns trilhos.

Fiquei encantado com a paisagem e a localização do castelo, que não me passava pela cabeça era que estivesse fechado e sem qualquer informação.



Que desilusão!

Depois de uma viagem longa e do esforço físico para chegar aquele local, só queria trepar aquelas enormes paredes para visitar o interior do castelo...mas deixei para outra oportunidade, antes que a escalada acabasse em mais uma ida para o hospital.



Para esquecer a minha frustração, aproveitei para descer ao rio e percorrer um dos trilhos sinalizados do parque, ao longo do Rio Ardila, e observar a fauna e flora das suas margens.



Quem percorre a natureza deslumbra-se a cada instante... 



desta vez fiquei encantado com a proximidade com que um veado passou por mim aos saltos e a uma velocidade espantosa, que quase me deitava abaixo da bicicleta...

Infelizmente não levei a maquina de filmar...porque isto só visto.







Regressei pelo mesmo caminho em direção ao centro de Barrancos, onde visitei o Posto de Turismo, para lamentar a falta de informação sobre o encerramento do castelo, que aparentemente não tem data prevista para reabrir ao publico.



Era suposto regressar novamente a Monsaraz de bicicleta, mas acabei por pedir apoio logístico.



Enquanto esperava a chegada do carro vassoura fui para a Sociedade Recreativa Artística Barranquense, ou a "Sociedade dos Rapazes ou dos Pobres"
, provar o presunto e outros petiscos da gastronomia regional.

16 outubro 2013

CAMPEÃO DO MUNDO


Este próximo sábado, 19.10.2013, pelas 18h00, vamos receber o

extraordinário RUI COSTA, o nosso CAMPEÃO DO MUNDO,

ao aeroporto do Porto, e esperámos ver-vos lá.

26 setembro 2013

PORTO SAUDÁVEL



A todos muito obrigado pela presença no 3º Passeio "Pedalar e Caminhar por Afetos", e por terem transformado este evento numa manhã agradável, de um salutar convivio, importante para esta causa solidária.

Fotos do evento em:

Facebook ECOBIKE

14 setembro 2013

TRAVESSIA 24H

Em 2008, começamos um passeio de verão, que consistia numa travessia de bicicleta, em 24 horas (incluindo as viagens e outras paragens), sendo o percurso delineado o mais próximo possível da costa portuguesa.
 
Depois das etapas:
  • Valença - Porto - 2008
  • Porto - Figueira da Foz - 2009
  • Figueira - Peniche - 2010
  • Peniche - Lisboa - 2011



    Ano passado, no dia 28 de Julho, por volta das 00h00, eu, o Couto, o Daniel, o Helder, o Henrique, Joaquim, o Jorge, o Leandro, e o Sérgio, começamos a pedalar frente ao Monumento do Cristo Rei - Almada.
     

    Seguiram-se alguns quilómetros por estrada (sem qualquer interesse) em direção à Costa da Caparica,


    onde fizemos a
    primeira paragem, para um pão com chouriço, feito no forno a lenha de uma roulote.



    Continuamos até o parque de campismo, onde alguém já fazia uma paragem para  uma soneca...  



    Aqui tentamos sair da estrada por um estradão em terra, que à passagem dos carros em direção aos bares de praia levantava uma nuvem de pó, que parecia uma tempestade de areia...

    Infelizmente este caminho só dava acesso à linha do comboio da costa ou à praia.

    Assim, o remédio foi voltar atrás e continuar até Fonte da Telha por estrada.

    Mais uma vez decidimos alterar o trilho desenhado e seguir por um estradão, mesmo ao lado da praia,



    aos poucos o caminho foi ficando mais estreito, revelando-se em carreiro espetacular.



    O problema foi que acabou na praia...



    e aqui as opções eram difíceis, voltar para trás, seguir pela areia, qualquer coisa como 5kms ou subir a encosta da falésia, carregando as bicicletas as costas, com uma vegetação densa, que mais parecia um autentico labirinto...


    Um daqueles momentos complicados...e lá optamos por carregar as bicicletas na subida.

    Só a muito custo encontramos uma saída no meio da escuridão.


    Ao fim de algum tempo lá apareceu o trilho no gps,




    porém essa estrada estava vedada por rede, porque pertencia a instalações militares.

    Tivemos de continuar a empurrar as bikes
    pela areia, mais umas centenas de metros.




    Finalmente estradão de mato ciclável...

    Uns quilómetros de estrada e chegamos à aldeia do Meco...


    Daqui para a frente o caminho foi melhorando em estradão de terra




    e o dia começou aparecer finalmente para pudermos apreciar a paisagem.





    No Cabo Espichel, finalmente pudemos "gastar" o rolo da maquina fotográfica...




    Continuamos ao longo das falésias sobranceiras ao mar até Sesimbra,





    Até chegar ao Cabo Espichel um trilho muito interessante



    Terreiro do Cabo Espichel, com o cruzeiro e ao fundo a Igreja Nossa Senhora do Cabo ou Senhora da Pedra Mua (séc. XVII).



    Farol do Cabo Espichel



    Neste local nunca pensávamos ter o caminho impedido desta forma...



    Paragem para o pequeno almoço.


      Depois um desvio para visitar o castelo no topo da encosta,



    Castelo de Sesimbra
    encontra-se construído sobre o antigo castelo de mouros, que D. Afonso Henriques terá conquistado em 1165.



    com um magnifico miradouro sobre a cidade, o mar e parte da Serra da Arrábida.


    Saída por um single-track muito interessante a descer até quase ao centro da localidade.



    Depois da foto da praxe frente à praia da vila de Sesimbra, de águas tranquilas,


    subimos por estrada até a entrada no Parque Natural da Serra da Arrábida.

     


    Apesar de seguirmos por uma zona de montanha, com trajetos de alguma dificuldade técnica, o andamento continuou forte, só interrompido por dois furos. 


    Mas a pressa de chegar ao Portinho da Arrábida e dar um mergulho na água azul do mar, era tanta que,



    foi brutalmente interrompida, por volta das 11h30, com um grave acidente de viação...




    Este infeliz acidente, levou um ecobiker ás urgências do hospital de Setúbal, e terminou o passeio para os restantes, muito antes do destino.


    Hoje, 14.09.2013, vamos continuar a travessia pela costa portuguesa, mas desta vez em dois dias.

09 setembro 2013

PORTO SAUDÁVEL



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Dia 22 de Setembro, aparece no Palácio Cristal - Porto, para participares no evento PORTO SAUDÁVEL, denominado III Caminhar e Pedalar por Afetos.

Este evento visa a promoção de estilos de vida saudáveis e angariação de fundos para os projetos de intervenção social levados a cabo pela Ajudaris.


Inscreve-te em: PORTO SAUDÁVEL
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O passeio vai decorrer por artérias da cidade do Porto e pelos caminhos do Romântico.
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Vamos transformar os nossos passos e pedaladas em gestos de afeto e solidariedade.
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Como sempre contamos com a tua presença.
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