14 julho 2012

SERRAS de AIRE e CANDEEIROS

Hoje, saimos de Gaia, com destino a mais um Parque Natural.

Pelas 07h30, apesar da chuva lá seguimos de carro até a cidade da Batalha, com um atraso de 45minutos, graças ao Sergio Quelhas, que se demorou a escolher a roupa..



Por causa deste atraso, na Batalha apenas deu para um reforço alimentar carregado de calorias.

Bem gostariamos de ter ao menos pousado para a foto em frente do Mosteiro da Batalha.

Daqui seguimos em direcção à localidade de Pia do Urso (uma localidade portuguesa que muita gente nunca ouviu falar).

Aqui procuravamos o Centro de BBT da Batalha.


Chegamos ao destino as 10h00....e rapidamente ficamos a conhecer as pequenas instalações do centro,


que se encontravam abertas e em bom estado de conservação e limpeza.


com todas as condições para acolher os praticantes de btt, que ali se desloquem em pequenos grupos.


Começamos a pedalar pelas 10h40, directos aos moinhos mais próximos, com vista panorâmica para a vila.


Um quilometro percorrido e apareceu-nos um single track a descer, com muita pedra irregular e regos escavados na terra, pela água a descer a serra, que tornou o caminho em pura adrenalina.

Depois seguiu-se um estradão ciclável em zona de mato, em direcção as eólicas.




Quase a chegar ao topo novo carreiro, que em determinados locais devido aos calhaus só era possível progredir carregando a bike.




chegamos as eólicas aos 426mt altitude junto de uma pedreira...

aqui podíamos ter continuado no planalto, mas descemos de imediato em direcção a Reguengo de Fetal.


Eis que surge a chuva e de forma intensa, que nos fez perder do trajecto delineado no gps.

Assim, seguimos por estrada, cerca de 4kms.


Isto porque o objectivo deste passeio não era só conhecer a localidade, as condições do centro e percorrer um dos percursos devidamente sinalizados...


mas visitar alguns "monumentos"...por isso percorremos alguns metros pela estrada romana...nada amiga das bicicletas,



nem do corpo....lol




Por volta da 12h30 chegamos a Porto de Mós
e fomos directos ao castelo, que já se encontrava encerrado para almoço.


 Sorte a minha que já conheço o interior....os outros vão ter de lá voltar, com a família.

e pausa para uma bifana....


num tasco dum benfiquista, com mulher portista..só visto....


depois de aconchegado o estômago seguimos caminho em direcção à ECOPISTA DE PORTO DE MÓS, sempre a subir....
Ecopista inaugurada uma semana antes, a 5 de Junho de 2012, graças a uma obra de requalificação da antiga linha de caminho de ferro das minas de carvão da Bezerra.






À saída do centro da cidade, passamos pelas ruínas da central termo-eléctrica e começamos a subir a Serra de Aire e Candeeiros.



Ficamos na dúvida se a ecopista ainda estava em obras de acabamentos ou se estava a ser recuperada após ter sido vandalizada.

Mas antes de percorrer a antiga linha de comboio das minas da Bezerra, subimos até o talefe colocado aos 326 mt de altitude....



Paragem no marco geodésico
 









e no moinho...




 e lá continuamos a subir



tranquilamente...


 
os últimos quilómetros em direcção ao posto de vigia foram em estradão

Mais um marco aos 536mt


Junto do posto de vigia...


Depois sim seguiu-se a antiga linha de comboio, que ligava a localidade de Bezerra e Corredoura, em Porto de Mós, para transporte do carvão.


 Vista panorâmica sobre a cidade de Porto de Mós e montes envolventes


vedação de protecção em madeira



placas de sinalização/informação



luzes Led no chão, alimentadas através de painéis solares, que a noite deve ficar espectacular.




túneis da Corredoura, ou túnel com abertura no tecto. 


Tirando a subida para lá chegar, este percurso é muito agradável para fazer em família.
Infelizmente como já se fazia tarde (15h30), não fomos às antigas minas de Bezerra.

Seguimos por estrada para o Centro de BTT.




Chegamos por volta16h45, com 55km percorridos.

Arrumar bicicletas e tomar banho de água gelada, talvez o funcionário se tenha esquecido de ligar o esquentador...

Terminamos o passeio com uma visita eco sensorial à Pia do Urso,

compra de lembranças 

reforço alimentar

saída as 18h30 direcção a casa.

Temos de regressar à Serra de Aire e Candeeiros, pois ainda ficou muito para conhecer.



MATA DA MARAGAÇA

 

Localizada próximo da povoação de Pardieiros, ocupa cerca de 68ha numa vertente  com exposição N-NW, entre os 600-850m de altitude. 


Esta mata constitui uma das raras amostras ainda existentes da vegetação natural das encostas xistosas do centro de Portugal tal como existiria séculos atrás.


Uma floresta muito antiga dominada por castanheiro e carvalho-alvarinho, que coexistem com outras espécies de interesse.

A Mata da Margaraça está classificada como Reserva Natural da Rede Nacional de Áreas Protegidas e Reserva Biogenética do Conselho da Europa.

Depois de já ter estado neste local há uns anos atrás, voltei para uma sessão fotografica junto da famosa queda de água, mas de bicicleta, tendo começado o passeio na aldeia serrana de Benfeita.


Num recanto de xisto e de vegetação muito própria, em plena Mata da Margaraça, a Fraga da Pena revela-se ao visitante por entre uma paisagem luxuriante.


Não faço ideia altura da queda de água, mas estive quase uma hora a completar a natureza...e felizmente que o dia estava de chuva, pois afastou os visitantes deste local...


Segundo consta, a fraga teve origem num acidente geológico, que originou um conjunto de várias quedas de água ao longo de um curso de água permanente.


Sem dúvida o local mais visitado da Paisagem Protegida da Serra do Açor.




Apesar dos poucos quilómetros a pedalar, tive de carregar a maquina às costas, durante a subida, pelos estreitos degraus...


para conhecer as outras pequenas quedas (que não conhecia), e seguir caminho sem voltar à estrada.







 


















Depois das escadas e de um carreiro muito estreito ao longo do curso da água, o trajecto continuou impraticável por mais alguns metros


seguiu-se um single-track muito interessante pelo meio da mata...















Após as 11h00 a chuva voltou e decidi terminar mais cedo o passeio, e regressar a casa para almoçar a horas...