26 setembro 2008

VISITAS AO MÉDICO

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-----NOTICIAS DE ÚLTIMA HORA
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---O nosso digníssimo presidente sua Exª Jorge Almeida, nos seus treinos intensivos para os jogos Olímpicos de 2069, no Burkina Faso, deu mais um triplo salto mortal encarpado à retaguarda com a sua Orbea, conseguindo a proeza de voar por cima de um carro, mas infelizmente a aterragem não foi tão bem sucedida e lá se foi um braço, ou a antena do rádio (os médicos tiveram de fazer horas extraordinárias para completarem o puzzle, de modo a colocarem os ossos de novo no sitio.
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---O insólito do acidente foi ter sido presenciado por um empresário das feiras, que ficou impressionado com as habilidades técnicas do gigantones e já o contratou para o Poço da Morte.


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próximo trabalho do Jorge

---Na mesma altura terminou a temporada para o nosso amigo JP, que foi submetido a uma intervenção cirúrgica para lhe amputarem algo que tinha a mais no corpo....como o cérebro não podia ser....

---Fica a pergunta a onde terá sido?
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-----Agora sem piadas da treta ou como costumo dizer da p... espero sinceramente que vocês recuperem rapidamente e voltem brevemente ao nosso convívio.
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-----Abraços.

PELAS VINDIMAS


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-----Depois do extraordinário dia que passamos na zona do Tua (ver crónica "http://ecobike.blogspot.com/2008/09/viagem-ao-tua.html"), organizei, quer dizer convidei para um passeio à esta região os mesmos elementos que estiveram na recente Travessia de Valença ao Porto (ver crónica "http://ecobike.blogspot.com/2008/07/epic-beach.html"), sendo que desta vez o programa incluía ir e regressar de comboio.

-----Depois de ultrapassadas as dúvidas relativas ao transporte das biclas no comboio, que segundo algumas informações obtidas na CP não podíamos seguir no comboio pretendido com as bicicletas, por se tratar da categoria Interegional e ainda resolvidas as questões de dispensas de serviço, estavam pré-seleccionados os 6 mega atletas (Valença - Porto) e o Litos, por se enquadrar na referida categoria..
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No dia anterior foi vê-los desistir da viagem por mais diversos motivos, sendo que o único aceitável foi a do homem que nesse mesmo dia num passeio de bike partiu o braço.

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Como se tratava de um passeio sem quaisquer compromissos decidimos realizar na mesma a viagem. Por isso, as 07h25, eu, o JP e o Luís (o profissional da Bicicastro) apanhamos o comboio na estação de Campanhã em direcção ao Tua, sem qualquer problema com as bicicletas.

-----Momentos depois, na estação de Ermesinde juntou-se-nos o Calhas, que por escassos segundos não perdia o comboio.

-----Nesta altura, e tendo em conta que a confraria não estava completa apresentei um trajecto alternativo, que passava por sair na estação do Marco de Canaveses, seguir um trajecto de alguns quilómetros em terra batida, até freguesia de Vila do Bispo e depois até EN108, que seguíamos até ao Porto, intercalando com percursos de estradões em terra batida. .
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Por unanimidade a decisão foi manter a viagem ao TUA, uma excelente escolha, especialmente por estarmos na recta final dos dias de bom tempo, com temperaturas agradáveis e no período de vindimas, numa região inserida na área demarcada do Alto Douro, próxima do coração do Douro Vinhateiro - Património Mundial da UNESCO (2001).

-----Estas viagens de comboio são sempre uma boa opção, se mais não fosse pelo preço do bilhete, 2,35€ com desconto de cartão 3ª idade, em bancos de pele e janelas que abrem e nos permitem seguir em pé a apreciar a paisagem com a cara ao vento.

-----Fiquei positivamente surpreendido com a quantidade de passageiros que utilizavam o quim como meio de transporte, para as suas deslocações diárias, mesmo até às pequenas localidades. Estes passageiros, tentavam passar o tempo das mais diversas maneiras, alguns a tentar adormecer, o que não era fácil, pelo menos na nossa carruagem porque a conversa ia animada, com o entusiasmo natural da viagem e da paisagem extraordinária do rio Douro e do vale, que o comboio serpenteia as margens.
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Apesar de se tratar da terceira vez que faço esta viagem, num comboio dos antigos, pela linha do Douro, que se estende por 163 quilómetros, terminando no Pocinho, nunca deixa de ser uma viagem repleta de paisagens que nos prendem o olhar a cada instante.
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-----Infelizmente, estes comboios já não possuem serviço de bar (como na primeira viagem que fiz há 7 anos atrás), nem as paragens permitiram uma saída rápida na estação para um café.
-----Pelas 10h00, chegamos à estação do Tua e fomos directos à cervejaria do "Calça Curta", para um pequeno almoço.
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-----Volvidos cerca de 30m já estávamos sentados nas machines, a pedalar pelo asfalto ligeiramente a subir.
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Dois quilómetros depois e seguindo um trilho de gps que tinha desenhado entramos para um terreno de
vinhas, a descer até ao fundo do vale, que percorremos durante algumas centenas de metros, até voltar a subir o monte do lado oposto. Foi sempre a dar-lhe, primeiro junto aos socalcos das vinhas e depois entre mato. Graças a esta subida a primeira hora e meia foi a uma media muito baixa, tendo avançado apenas 8km.
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-----Por esta altura chegamos a localidade de Linhares, tendo saído brevemente do trilho para entrar no centro da aldeia e abastecer líquidos. Surpreendentemente verificamos que possui um pelourinho, para quem desconhece conferia importância juridico-administrativa aos locais.
-----Como até este momento não tinha apanhado nenhum susto com cobras, o JP apanhou uma pequena cobra morta na berma da estrada, com o intuito de me pregar um susto, que não o conseguiu porque me apercebi a tempo de evitar a brincadeira da p...
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-----Neste local após ter verificado a existência de uma placa a sinalizar uma estrada tipo romana, sugeri uma alteração no percurso, em vez de continuar no trilho que tinha delineado até a localidade de Marzagão, por me parecer uma excelente ideia descer por aquele estradão infestado de pedras..

-----Mais uma vez constatei que não podia estar melhor acompanhado, pois prontamente acederam enfrentar aquele trilho, sem saber o que os esperava.


-----Mais uma dose de adrenalina e com uma vista panorâmica magnifica sobre o rio Douro e a barragem da Valeira.


-----No fim da calçada, continuamos a descer mas desta vez por entre vinhas, onde se encontravam as mulheres apanhar as uvas e os homens a carregar os cestos para os tractores.


-----Trocamos umas impressões com as senhoras acerca do local em que nos encontrávamos e ainda deu para provar as uvas..

-----A descia acabava numa estrada camarária junto da estação do comboio da Alegria, quase ao nível do rio Douro.
-----Com 18km nas pernas, foi tempo de voltar a subir, mas desta vez por asfalto até perto dos 500mt de altitude, quase até chegar a Marzagão.

-----Daqui em diante prosseguimos por estrada até Carrazeda de Ansiães, para descomprimir e ganhar tempo para o almoço..

-----Pelas 14h40 e com 33km, chegamos a C. de Ansiães, onde permanecemos uma hora para almoçar.

-----Este passeio tinha umas condicionantes próprias de quem não tem apoio e tem horários a cumprir, neste caso para não perder o transporte de regresso a casa. Ou seja, em caso de avaria não reparável, ou acidente, a alternativa era carregar a bicla até a estação do Tua, ou tentar arranjar uma boleia.
-----Face ao exposto, neste local e de acordo com a hora, podíamos estar tranquilos, pois estávamos mais perto do destino final e pior tinha ficado para trás, pois daqui para a frente era quase sempre plano e nos últimos quilómetros a descer. .

-----Após nos termos cruzado com trabalhadoras nas vindimas, foi tempo da apanha da maça. Frutinha é comida que não falta para estes lados! Foi um ver se te avias.....

-----De Carrazeda de Ansiães até a freguesia de Parambos, a aldeia mais Sportinguista de Portugal, foi sempre a rolar por estradões largos em terra batida, sem qualquer dificuldade.

-----Como não podia deixar de ser as duas únicas paragens que fizemos nesta freguesia foram para o JP tirar foto junto da estátua de um leão, que os moradores atribuíram o nome de João, por sinal idêntico ao do nosso amigo JP.

-----Se esta parte do percurso foi fácil daqui para a frente quase nem era preciso pedalar. Ao passar pela freguesia de Castanheira, entramos novamente nos campos de vinhas, com vista magnifica para o rio Douro e os montes com socalcos.

-----Umas centenas de metros à frente a vista era para o rio Tua, onde andamos há uns dias atrás.

-----Pelas 17h00, chegamos à Foz do Tua, com 51km em 04h00 de pedaladas.

-----Fomos directos para o rio, para um banhinho, mas lamentavelmente a água estava a cheirar a gasóleo ou algo semelhante, dai que banhos só de sol, porque a temperatura estava muito agradável.

-----Deste modo, ficamos a relaxar na plataforma sobre o rio, numa espécie de ancoradouro, até o sol desaparecer por trás do monte, pelas 18h30.




----Podíamos ter apanhado o comboio das 18h10, mas tínhamos de andar a correr e deixavamos de apreciar tranquilamente os últimos raios de sol e jantar descansadamente no restaurante "Calça Curta".
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-----Pelas 19h50 apanhamos o último comboio, que por se tratar de regional, parava em todos os apeadeiros/estações (31) e na estação de Caide tivemos de trocar de comboio.
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-----A viagem passou-se de forma animada, mas em posições mais relaxadas, com os pés descalços e nos bancos.
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-----De Caide para o Porto, o comboio uma locomotora tipo metro de cidade, seguia com lotação esgotada, tendo chegado ao Porto às 23h15.

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NOTA:

Foi com este passeio que o nosso amigo JP (Leite) terminou a temporada velocipédica, antes da intervenção cirúrgica a que vai ser submetido e que o tem deixado muito apreensivo, com medo de perder uma asa do morcego....(uma private joke).
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24 setembro 2008

ASPP/PSP





-----Mais uma vez os policias e seus amigos compareceram em força no terceiro passeio de cicloturismo da ASPP/PSP, que decorreu hoje, dentro do esperado entre a cidade do Porto e Santo Tirso.

-----Com partida marcada para as 10h00, esperou-se 15 minutos por 3 atletas, que ficaram mais tempo na cama. Assim, a partida ocorreu pelas 10h25, depois de breves considerações acerca do passeio, especialmente para recordar os "pseudo profissionais", que se tratava de um passeio e que íamos chegar todos juntos ao fim, sendo por isso necessário respeitar os andamentos dos guias. .
-----Face ao exposto foi com um ritmo baixo que os 100 ciclistas e os 5 convidados fizeram os cerca de 30km.
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-----Depois de percorrer diversas artérias da cidade de Santo Tirso, o passeio terminou numa quinta, na freguesia de Ermida (perto da discoteca Pedra do Couto), cerca das 13h30.
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-----Segui-se o almoço, a entrega de diversos brindes aos participantes e sorteio de prémios.
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-----Esta iniciativa continua a saldar por um enorme sucesso, fundamentalmente pelo convívio que permite aos elementos policiais, juntamente com os seus familiares e amigos.

-----E venha a próxima rota, que em 2009 será em Vila Nova de Gaia.

19 setembro 2008

PIODÃO - FOLGOSINHO


Piodão
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Folgosinho



-----Hoje, o passeio passava por percorrer a rota das Aldeias Históricas, entre as localidades de Piodão e Linhares, num total de 78,59 km.
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-----Travessia dos vales profundos das encostas xistosas da Serra do Açor, subindo à Serra da Estrela, até aos 1600 m de altitude, seguindo pelas lagoas Comprida e do Rossim.
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-----Ao longo da travessia o caminho varia nos tipos de piso, no entanto pode-se dividir em dois troços distintos: o primeiro, mais ou menos até Portela do Arão, corresponde a território xistoso; o segundo, daí em diante, é uma área granítica, com muita erosão, típica das zonas elevadas do maciço central.
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-----Assim, pelas 07h00, saímos de Vila Nova de Gaia, com destino ao Piodão (encosta de lousa), que apenas eu conhecia, na expectativa de percorrer o GR22, uma rota muito conhecida nos meandros do btt e conhecer novas localidades, mas para quem conhece bem esta região, com vales profundos e com desníveis acentuados, entre a Serra do Açor, da Lousã e da Estrela, fazia deste passeio um percurso excelente para a pratica de btt.



-----Chegamos ao Piodão as 10h00 e depois de desmontar as bikes do carro, preparar o equipamento, das fotos da praxe, desta vez acrescentou-se compra de umas lembranças.
pelas 10h40, de-mos inicio ao passeio, no Largo Cónego Manuel Fernandes Nogueira, onde se encontra a igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (construída no século XVII), enquanto o Mendes e o Zé, foram pregar para outra freguesia.










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Estes quilómetros iniciais decidi não seguir pelo trilho acima descrito e tomar a direcção
as aldeias mais próximas, Chás de Éguas, Eira de Booha, Outeiro dos Bardos, mas particularmente Foz de Égua.
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Assim, começamos logo a subir em estrada de asfalto, em ziguezague, para aquecer bem os músculos.
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Chegados a referida aldeia, foi mais uma paragem demorada para tirar fotos junto de umas pontes, num local muito interessante.
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.-----Para sair daquele local ainda tivemos de carregar as bikes, pelas escadas acima, entre as casas.


-----Dali seguimos até Vide, onde aos 15km, começavam as dificuldades, subir até aos 1600m na Serra da Estrela, com inicio em estradão de terra batida largo e sem grandes irregularidades no terreno, a excepção de um pequeno troço, em que a acentuada inclinação e os sulcos profundos feitos pela acção da água não permitiam pedalar, pelo que a solução é sempre desmontar. Este trilho acabou no asfalto que nos levou até ao desvio para a barragem Comprida, na altitude mencionada..


-----Nesta altura as dificuldades nem eram causadas pela subida, mas sim pelo facto de terem acabado os líquidos e o sol não ajudava nada.
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-----Felizmente encontramos uma fonte de água fresquinha, pelos 32km e com duas garrafas de vinho de brinde. Quer dizer, se o pastor não estivesse atento e não viesse logo controlar a pinga.

-----Quando acabou a subida, seguimos em direcção a barragem comprida (EN 339) onde finalmente aproveitamos para comer algo, tendo o cromo aproveitado para nos chular, vendendo meia sande como se fosse uma inteira.
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Segui-se uma ligeira descida, pela referida estrada nacional que desce até Seia, que veio bem a calhar, para sair à direita e entrar num estradão largo e sem inclinação ao longo da conduta de agua em direcção à barragem do Lagoacho, mas antes ainda tivemos de andar embrulhados no meio da vegetação, para seguir em frente.
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-----Da barragem em diante, graças a algum iluminado, que lembrou-se de colocar pequenas pedras tipo gravilha pelo caminho, tornou este trajecto difícil, especialmente para a bicla do Marito (rígida). Depois da barragem do Rossim acabaram-se as pedras.
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Embora a inclinação das subidas já não fossem de 11% ou 14%, como a caminho da torre, continuávamos a subir e sempre a dar-lhe.
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Por volta das 18h00, tudo se complicou com a chegada da chuva, porque apesar dos impermeáveis, não íamos preparados para a chuva (nem as maquinas fotográficas).
. -----Depois de tanto subir, em direcção ao Alto da Santinha - S. Pedro, após o posto de vigia lá apareceu a descida(70km), que vinha mesmo a calhar, se não fosse a chuva, o frio conjugados com o facto de ter perdido as luvas neste passeio, que tornava a descida muito complicada.
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-----Uma descida comprida, muito irregular em estradão de terra batida, tipo florestal, com uma parte final com muito sulcos e regos profundos, que mesmo para a suspensão total foi uma rica coça, pelo que optei deixar embalar a machine para acabar mais depressa, pois já não aguentava as mais as mãos geladas. Resultado desta intensa trepidação foi ter perdido o gps, que saltou fora do suporte, só me tendo apercebido desse facto no final da descida.
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-----Confrontado com este perda, só me restou fazer a subida a pé durante algumas centenas de metros a procura do aparelho, que para agravar a situação juntou-se passagem naquele momento de duas carrinhas de trabalhadores florestais. A minha esperança de encontrar o gps intacto e antes de ficar escuro (19h00) eram poucas, por isso foi com uma enorme satisfação que o vi no chão, mesmo ao lado do rasto causado pelas rodas dos carros, intacto mas com uma avaria.
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-----Voltei a fazer a descida, desta vez a correr para me juntar aos meus companheiros de viagem que ficaram a minha espera, debaixo de chuva.
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-----Apesar de estarmos mesmo a centenas de metros de Folgosinho, decidimos por seguir para cidade de Gouveia (que segundo os trabalhadores florestais ficava a pouco mais de 8km) porque nesse local tínhamos a possibilidade de tomar banho e trocar de roupa.
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-----Os últimos quilómetros foram feitos em esforço, mas a um bom ritmo porque já estava noite e sem gps, estivemos quase a meter-nos por atalhos (ainda ia ser preciso chamar a protecção civil para nos resgatar no meio da serra), não fosse uma decisão acertada do Gigantones (para variar).
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-----Acabamos por chegar à Esquadra da PSP de Gouveia pelas 20h00, que nos cederam as instalações para o banho, que mesmo de agua fria (sinais da crise), foi excelente.
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-----Quando pensávamos que finalmente íamos poder comer alguma coisa de jeito, de preferência no famoso Albertino, que segundo dizem consegue conciliar na perfeição quantidade com qualidade, o pessoal do apoio tinha feito outros planos e necessitavam de regressar ao Porto mais cedo. Assim, tivemos que nos contentar com queijo da serra e sumo e uma paragem super rápida num café da cidade. Jantar só na cidade de Vila Nova de Gaia.
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-----Segundo consta o passeio terminou com 80km, cerca de 7h30 a pedalar e um acumulado de 2200 mt de subidas.

DISTÂNCIAS:

Porto - Piodão = 238 km
Lisboa - Piodão = 256 kmPiodão - Linhares = 78 km

---------------------» PIODÃO:
---As dificuldades e a agrura do terreno não limitaram a ocupação de um espaço hostil. As ruas são estreitas e pequenas, contornando os limites da serra e circundando a encosta. A aldeia apresenta uma distribuição em anfiteatro, pela encosta abaixo.
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---Aldeia construída apenas em xisto, não apenas nas casas, mas também nos telhados, nas ruas e nas construções públicas.
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---Contrastando com o xisto, os aros das portas e das janelas pintados as cores, especialmente o azul.
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---A maioria das casas tem dois pisos, destinando-se o inferior para loja, onde se guardavam os produtos agrícolas e a lenha. O piso superior destinava-se para habitação, cujas divisões eram divididas com madeira.
.---A inacessibilidade do local levou que se tornasse o refugio de foragidos à justiça, como foi o caso de Diogo Lopes Pacheco, um dos assassinos de Inês de Castro. .

---O maior medo dos habitantes era o das trovoadas, por isso para protegerem-se colocavam cruzes por cima das portas, marcando uma devoção a Santa Bárbara.
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---Na doçaria a tigelada à moda do Piodão, o pão-de-ló, as filhós e coscoréis, tornam esta aldeia um local mais apetecível. Pode ainda provar o mel e as aguardentes de mel e de medronho.
foto: Carta do Lazer aldeias históricas